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 Internacional

08/11/2004 - 10h11
Terra não pára de tremer no Japão há 15 dias

Por Hiroshi Hiyama = (FOTO) = TÓQUIO, 8 nov (AFP) - Duas semanas depois do maior terremoto no Japão desde a catástrofe de Kobe há 10 anos, a terra treme sem parar na região de Niigata no centro do Japão - área duramente castigada. Uma nova série de 10 fortes tremores - o mais forte alcançou a potência de 5,9 pontos na escala Richter - afetou nesta segunda-feira à região de Niigata, deixando oito feridos.

O primeiro tremor - de 5,9 pontos na escala Richter - foi também sentido em várias zonas de Tóquio, onde as torres do centro da cidade balançaram durante vários segundos por volta das 02H16 GMT (00h16 horário de Brasília).

Outro cinco tremores, entre 4 e 5 pontos, foram sentidos nas três horas seguintes.

Os tremores desta segunda-feira coincidiram com a reabertura das escolas públicas, que permaneceram fechadas na cidade de Niigata desde o terremoto do dia 23 de outubro. Muitos alunos saíram aterrorizados das salas de aula. "Algumas escolas deixaram os alunos sair mais cedo e voltar para casa antes dos tremores secundários", tranqüilizou um porta-voz da inspeção acadêmica de Niigata.

A linha de trens de alta velocidade japonesa "Shinkansen" entre Tóquio e Niigata foi interrompida provisoriamente por precaução e logo as autoridades advertiram à população sobre a possibilidade de um tsunami (maremoto).

A meteorologia nacional já advertiu que o tremor poderia produzir fortes sismos secundários 'durante pelo menos um mês' depois do violento terremoto de outubro. A atividade sísmica no Japão está sendo provocada pelo deslocamento de uma falha geológica motivada pelo compressão da região de Chuetsu, em Niigata, segundo Masahiro Yamamoto, responsável pela vigilância sísmica do serviço de meteorologia nacional, que pediu prudência à população. De acordo com o último balanço da polícia, o "Niigata-ken Chuetsu Jishin 2004" (nome oficial: "jishin" significa terremoto), de 6,8 na escala Richter, que devastou no dia 23 de outubro a região de Chuetsu, deixou 39 mortos e pelo menos três mil feridos. Cerca de 35 mil habitantes dos arredores de Niigata, contudo, ainda não puderam voltar às suas casas e outros 6.200 seguem vivendo em seus atomóveis ou em acampamentos do Exército. Mais de nove mil casas e edifícios foram destruídas ou danificadas pelo tremor do dia 23 de outubro e 2.580 estradas ficaram avariadas. O Japão se encontra no meio da confluência de quatro placas tectônicas e registras milhares de pequenos tremores anualmente. Tóquio, a capital do país, pode sofrer a qualquer momento um 'megasismo'.

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