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 Internacional

26/05/2005 - 16h53
Insulza quer "ferramentas" para aplicar a Carta Democrática Interamericana

WASHINGTON, 26 maio (AFP) - O chileno José Miguel Insulza assumiu nesta quinta-feira a secretaria geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) em uma cerimônia realizada na sede da instituição, em Washington. Em seu primeiro discurso, Insulza pediu "ferramentas" para uma "aplicação efetiva" da Carta Democrática Interamericana. "Uma aplicação efetiva da Carta Democrática Interamericana é indispensável para o futuro de nossas democracias", assegurou Insulza, perante o Conselho Permanente da OEA.

"A Carta foi assinada para ser cumprida (...). Não é uma declaração a mais. Todas as nações do hemisfério que a assinaram assumiram um compromisso solene para concretizar cada um de seus conteúdos", recordou o secretário-geral, eleito no dia 2 de maio.

Para permitir a aplicação do texto, o ex-vice-presidente chileno destacou a necessidade de que sua organização disponha de "ferramentas que lhe permitam ter um conhecimento antecipado de crises e atuar de forma preventiva com os governos, promovendo o diálogo para evitar a escalada da crise".

"Desejamos uma Organização capaz de prevenir e combater as crises que afetam a estabilidade da região e cooperar para a construção de um mundo mais seguro", declarou Insulza. Insulza também defendeu a criação de "um mecanismo de avaliação contínua da democracia" na América Latina. "Não se trata de qualificar os governos, mas precisamos dizer que há problemas aqui, há dificuldades, faltam coisas", acrescentou.

"Gosto muito da palavra monitoramento", assegurou o ex-vice-presidente chileno, em alusão ao plano dos Estados Unidos, que propuseram a criação, na OEA, de uma "comissão de monitoramento da democracia", imediatamente rechaçada pela Venezuela. Segundo Insulza, seu "mecanismo de avaliação" deve dar "confiança aos países. Não significa uma "intromissão" em seus assuntos internos.

O secretário-geral discursou perante os representantes dos 34 Estados membros da OEA, do presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Enrique Iglesias, do diretor-gerente do FMI, Rodrigo Rato, e do chefe da diplomacia dos Estados Unidos para América Latina, Roger Noriega.

O ministro do Interior chileno, eleito no dia 2 de maio para o cargo máximo da organização, ocupa o posto que ficou vago com a renúncia há oito meses do costa-riquenho Miguel Angel Rodríguez, acusado de corrupção.

Insulza assumiu o cargo, interinamente ocupado pelo americano Luigi Einaudi, dez dias antes da Assembléia Geral da OEA, que será celebrada de 5 a 7 de junho em Fort Lauderdale (Flórida, sudeste dos Estados Unidos).

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