UOL Últimas NotíciasUOL Últimas Notícias
UOL BUSCA



 Internacional

23/07/2005 - 15h52
Cerca de 90 pessoas morreram nos sangrentos atentados do Egito

= (FOTOS + INFOGRAFIA) = SHARM EL-SHEIK, Egito, 23 jul (AFP) - Pelo menos 88 pessoas, nove delas estrangeiras, morreram e centenas ficaram feridas neste sábado em uma série de sangrentos atentados reivindicados por um grupo ligado à Al-Qaeda, no balneário egípcio de Sharm el Sheik, no mar Vermelho.

Estes atentados, reivindicados pela rede "Al-Qaeda no país de Levante e no Egito", representantes da organização de Osama bin Laden na Síria e no Egito, e condenados imediatamente pela comunidade internacional, foram os mais violentos já cometidos contra zonas turísticas no Egito, superando os de 1997 em Luxor (Alto Egito), que deixaram 62 mortos.

Pelo menos três atentados quase simultâneos foram praticados por volta de uma da madrugada local (19h00 de Brasília) em Sharm el-Sheikh.

O último balanço - ainda provisório devido ao grande número de feridos graves - de fontes dos hospitais informa que há 88 mortos, incluindo nove estrangeiros: dois britânicos, dois italianos, um ucraniano, um russo, um holandês, um árabe israelense e um tcheco.

Também há mais de 110 feridos, entre eles, espanhóis, britânicos e alemães.

No início da noite, as máquinas começaram a destruir as partes danificadas do hotel Ghazala depois que as equipes de salvamento suspenderam as operações de busca. Segundo fontes médicas, foram recuperados todos os cadáveres que estavam sob os escombros.

"Este ato criminoso, covarde, que pretende desestabilizar o Egito, reforçará nossa determinação em prosseguir na luta contra o terrorismo e sua erradicação" e "não cederemos à chantagem", afirmou o presidente egípcio, Hosni Mubarak, em um pronunciamento à TV após ter visitado o local do atentado.

O mais forte atentado foi o cometido no hotel Ghazala Garden.

"Um carro-bomba forçou a entrada do estabelecimento e invadiu a recepção. Um empregado do hotel tentou detê-lo. E ocorreu uma enorme explosão", contou um funcionário do hotel à AFP.

Segundo um jornalista da AFP que estava no local, a porta de vidro da entrada ficou estilhaçada, e a recepção e a fachada destruídas.

No hotel há pelo menos 25 mortos, a maioria egípcios funcionários do hotel, informou um policial.

Outra explosão ocorreu em um estacionamento próximo, de tal magnitude que várias vitrines de lojas vizinhas ficaram em pedaços.

"Estão loucos. Qual é o sentido de tudo isso? Nenhuma religião pode aceitar isso", repetia Carol, uma jovem britânica que trabalha como camareira em um outro hotel.

Grupos de turistas ligavam para suas famílias para tranqüilizá-los e muitos recepcionistas de hotéis contatados pela AFP comentavam a preocupação crescente entre os turistas.

No mercado tradicional da área antiga da localidade ocorreram outras explosões. "Suspendemos as férias das forças de ordem e transferimos forças antiterroristas em Sharm", declarou um representante da polícia.

O acesso ao hospital central de Sharm el Sheik foi proibido e policiais armados cercaram a entrada.

As explosões ocorreram em plena alta temporada neste balneário freqüentado por turistas e poderão significar um duro golpe para o setor de turismo do país.

No dia 7 de outubro do ano passado, três atentados com carros-bomba contra um hotel e dois campos de férias próximos a Taba, estação balneária do Sinai, causaram 34 mortes, a maioria turistas israelenses, e mais de cem feridos.

No dia 2 de julho foi iniciado o julgamento de três suspeitos e está prevista sua continuação para este domingo.

A comunidade internacional condenou estes atentados. O Papa Bento XVI manifestou neste sábado sua dor enquanto que a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, os classificou de "insensatos", e o presidente francês, Jacques Chirac, expressou a "determinação absoluta da França para lutar contra o terrorismo".

O governo japonês se declarou "profundamente impactado", o secretário geral da ONU, Kofi Annan, também manifestou seu "pesar e sua cólera", enquanto que Rússia pediu união contra "o terrorismo internacional".

Os Estados Unidos condenaram "nos termos mais enérgicos possíveis" os ataques "bárbaros" que mataram pelo menos 88 pessoas no balneário egípcio de Sharm el-Sheikh, informou a Casa Branca.

"Oferecemos nossas condolências às vítimas e seus familiares e nos unimos à comunidade internacional deplorando profundamente este ataque contra o mundo civilizado".

Os ataques coincidem com a comemoração por Egito do 53o aniversário do golpe de Estado de 1952 realizado por Gamal Abdel Nasser contra o rei Faruk.

ÍNDICE DE ÚLTIMAS NOTÍCIAS  IMPRIMIR  ENVIE POR E-MAIL

Folha Online
Reforma visual da Folha facilita a leitura; conheça as mudanças
UOL Esporte
Após fiasco de público, CBF reduz preços de ingressos para partida
UOL Economia
Bovespa reduz ritmo de perdas
perto do fim dos negócios

UOL Tecnologia
Fãs do iPhone promovem encontro no Brasil; veja mais
UOL Notícias
Chuvas deixam quatro mortos e afetam mais de 4 mil no Paraná
UOL Vestibular
Cotista tem nota parecida com de não-cotista aponta Unifesp
UOL Televisão
Nova novela da Record terá máfia e Gabriel Braga Nunes como protagonista
UOL Música
Radiohead entra em estúdio para trabalhar em disco novo
UOL Diversão & Arte
Escritor indiano Aravind Adiga ganha o Booker Prize
UOL Cinema
Novo filme dos irmãos
Coen tem maior bilheteria nos EUA