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18/08/2005 - 15h42
Cada vez mais crianças americanas sofrem de diabetes por excesso de peso

Por Tanqui Quemener LOS ANGELES, EUA, 18 ago (AFP) - Nos Estados Unidos, país onde as crianças são cada vez mais gordas, a chamada "diabesidade" - forma de diabetes causada pela obesidade - está fazendo estragos, revelou um especialista em excesso de peso infantil.

"Há duas formas de diabetes", uma doença que é gerada quando o corpo é incapaz de usar e armazenar apropriadamente a glicose, fazendo com que sua presença no sangue ocorra em quantidade superior à normal, explicou à AFP Francine Kaufman, endocrinologista do hospital pediátrico de Los Angeles.

"Existe a diabetes tipo I, de origem freqüentemente genética, às vezes também chamada de diabetes juvenil, porque normalmente começa na infância, quando o corpo não produz insulina, razão pela qual estas pessoas precisam injetar insulina para poder viver", afirmou.

"No tipo II, o corpo produz insulina, mas ou não o faz de forma suficiente ou não pode aproveitar a que produz. Este tipo costuma ocorrer principalmente em pessoas a partir dos 50 anos", explicou.

Mas há 20 anos, com a explosão de casos de obesidade em crianças nos Estados Unidos, elas começaram a ser vítimas deste tipo de diabetes, além de apresentarem outras complicações, como hipertensão arterial e colesterol.

"Tenho visto os efeitos devastadores de pandemias e novas doenças, como a Aids. Mas a diabetes tipo II nas crianças é como um tsunami que não se previu", disse.

Kaufman acrescentou que no hospital onde trabalha, as crianças que sofrem de diabetes tipo II representam 25% dos casos desta doença.

Segundo a última Pesquisa de Saúde e Nutrição Nacional (NHANES), 16% das crianças e adolescentes de 6 a 19 anos são obesos.

Isto representa um aumento de 45% no excesso de peso de crianças e adolescentes nos últimos oito anos.

"Atualmente, vemos o resultado de 40.000 anos de luta do homem pela segurança alimentar: fomos longe demais e hoje vemos as conseqüências da superabundância e do excesso para alguns", comentou Kaufman.

A diabetes tipo II pode acarretar muitas complicações sérias como doenças cardiovasculares, cegueira (retinopatia), lesões nervosas (neuropatia) e doença renal (nefropatia).

"Desta forma, um diabético encurta sua expectativa de vida em 20 anos", disse a doutora.

Se os estilos de vida não evoluírem nos Estados Unidos e em outros países onde a "diabesidade" cresce cada vez mais, o número de diabéticos chegará a 330 milhões em 2020, disse Kaufman.

O fenômeno se tornará um "enorme problema para a saúde", avaliou.

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