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 Internacional

23/08/2005 - 18h15
EUA consideram "inadequado" pedido de evangélico para matar Chávez

WASHINGTON, 23 ago (AFP) - O pedido de um pregador evangélico americano para que o governo mandasse assassinar o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, desatou um novo capítulo nas tensas relações entre os dois países, com Caracas pedindo garantias para a segurança do mandatário e Washington classificando a mensagem do religioso de "inadequada".

O pregador evangélico Pat Robertson pediu que matassem o presidente venezuelano Hugo Chávez, a quem classificou, durante seu programa de televisão "The 700 Club", como um "perigoso inimigo".

"Se ele acredita que estamos tentando assassiná-lo, acho que realmente devíamos ir adiante e fazer isso", afirmou o pregador de 75 anos em seu programa evangélico transmitido ao vivo pelo canal Christian Broadcasting (CBN), com sede em Virginia Beach, Virgínia (leste).

"Sem dúvida, (Chávez) é um inimigo perigoso, que controla grandes reservas de petróleo e que pode nos causar um grande dano", acrescentou Robertson.

Os explosivos comentários do religioso foram feitos na conclusão de uma longa reportagem da rede CBN sobre a retórica de Chávez contra os Estados Unidos e os estreitos laços que o presidente venezuelano mantém com o presidente cubano Fidel Castro e as nações árabes.

Segundo o pregador e ex-candidato presidencial, Chávez "destruiu a economia venezuelana e está tentando constituir uma ponte para a infiltração do comunismo e do extremismo muçulmano no continente".

Robertson disse que eliminar Chávez seria "muito mais barato do que começar uma guerra".

Diante dos comentários, o governo venezuelano, através de seu vice-presidente, José Vicente Rangel, afirmou que a resposta do governo americano ao pedido para matar Chávez "será um teste" para seu discurso antiterrorista.

A primeira resposta foi dada pelo Departamento de Estado. "Diria que Pat Robertson é um cidadão particular e que suas opiniões não representam a política dos Estados Unidos", disse à imprensa o porta-voz Sean McCormack.

Ele acrescentou que os Estados Unidos não compartilham da opinião de Robertson. Os comentários do religioso são "inadequados e, como já dissemos antes, qualquer acusação de que estamos planejando adotar ações hostis contra o governo venezuelano é completamente infundada", afirmou.

Já o secretário de Defesa, Donald Rumsfeld, disse: nunca "tive conhecimento" de planos semelhantes.

"É certamente contrário à lei. Nosso departamento não faz esse tipo de coisa. (Robertson) é um cidadão particular. Os cidadãos particulares sempre dizem todo o tipo de coisa o tempo inteiro", observou.

O embaixador da Venezuela nos Estados Unidos, Bernardo Alvarez Herrera, exigiu de Washington garantias para a segurança do presidente Hugo Chávez quando ele estiver em solo americano.

"É essencial que o governo americano dê garantias quando (Chávez) visitar este país no futuro, incluindo sua visita às Nações Unidas em Nova York (no próximo mês)", disse Alvarez Herrera.

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