UOL Últimas NotíciasUOL Últimas Notícias
UOL BUSCA



 Internacional

29/08/2005 - 15h35
Léonie Duquet, missionária francesa, vítima do anjo louro da morte

BUENOS AIRES, 29 ago (AFP) - Léonie Duquet, religiosa francesa que teve os restos identificados 28 anos após seu desaparecimento, aos 61 anos de idade, foi vítima da ditatura argentina e de um dos seus mais célebres torturadores, o ex-capitão Alfredo Astiz, apelidado de "anjo louro da morte".

Membro do Instituto de Irmãs em Missões Estrangeiras Notre-Dame de la Motte, Léonie Duquet, trabalhava como missionária há vários anos em bairros pobres na província e na periferia de Buenos Aires. Mas foi seu trabalho ao lado das Mães da Praça de Maio, movimento que atuou de forma ativa na busca de informações a respeito dos desaparecidos durante a ditadura, que foi fatal para ela.

Em dezembro de 1977, foi presa na paróquia San Pablo de Ramos Mejia, na periferia sul de Buenos Aires, pouco tempo depois de uma ação policial na Igreja Santa Cruz, na capital argentina, local onde se reuniam as Mães da Praça de Maio. Alfredo Astiz, que chegou a se infiltrar neste grupo de mulheres, quis eliminar também qualquer vestígio de seu "trabalho", após a prisão da fundadora do movimento das Mães da Praça de Maio, Azucena Villaflor. Astiz havia dado a ela o "beijo da morte", que indicava aos seus comandados quem deveria ser detido na pequena igreja da capital argentina.

Alguns dias depois, Alice Domon, uma outra religiosa francesa que trabalhava com Léonie Ducret, também foi presa. Apesar dos inúmeros pedidos feitos pela França, as irmãs nunca foram encontradas até a descoberta de vários corpos em julho deste ano em uma fossa comum do cemitério de General Lavalle, 400 km ao sul de Buenos Aires. Quatro destes corpos foram identificados, entre eles o de Léonie Duquet. O mistério continua no caso de Alice Domon, que foi rapidamente separada das outras mulheres presas em 1977.

Em 1990, a corte de Apelações de Paris condenou Alfredo Astiz à prisão perpétua pelo seqüestro das duas irmãs. Astiz, que foi beneficiado em 1987 por leis suspendendo os indiciamentos contra os militares acusados de violações dos Direitos Humanos, foi destituído em janeiro de 1998 de sua patente e aposentado devido a declarações dadas à imprensa defendendo e reivindicando seus atos durante a ditadura. Ele está atualmente detido em um distrito naval por seqüestro e tortura, mas a França continua a pedir sua extradição.

ÍNDICE DE ÚLTIMAS NOTÍCIAS  IMPRIMIR  ENVIE POR E-MAIL

Folha Online
Reforma visual da Folha facilita a leitura; conheça as mudanças
UOL Esporte
Após fiasco de público, CBF reduz preços de ingressos para partida
UOL Economia
Bovespa reduz ritmo de perdas
perto do fim dos negócios

UOL Tecnologia
Fãs do iPhone promovem encontro no Brasil; veja mais
UOL Notícias
Chuvas deixam quatro mortos e afetam mais de 4 mil no Paraná
UOL Vestibular
Cotista tem nota parecida com de não-cotista aponta Unifesp
UOL Televisão
Nova novela da Record terá máfia e Gabriel Braga Nunes como protagonista
UOL Música
Radiohead entra em estúdio para trabalhar em disco novo
UOL Diversão & Arte
Escritor indiano Aravind Adiga ganha o Booker Prize
UOL Cinema
Novo filme dos irmãos
Coen tem maior bilheteria nos EUA