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 Internacional

07/12/2005 - 23h18
Agente federal mata suspeito em vôo da American Airlines

MIAMI, 7 dez (AFP) - Um agente federal encarregado da segurança de um vôo da American Airlines atirou e matou um passageiro que disse carregar uma bomba, quando o aparelho estava pousado nesta quarta-feira no Aeroporto Internacional de Miami (Flórida), informaram a polícia e a imprensa americanas.

A rede de TV CNN revelou que o homem morto é o cidadão americano Rigoberto Alpizar, de 44 anos. Também informou que nenhuma bomba foi encontrada.

A polícia da Flórida confirmou a morte de um homem no incidente.

Segundo um porta-voz do departamento de Segurança Interna, Brian Doyle, "um passageiro disse ter uma bomba em sua valise e foi interpelado pela equipe (do Serviço Federal de Polícia Aérea) a bordo do avião". "O passageiro correu pela ponte de desembarque em direção ao terminal e os policiais o perseguiram, ordenando que o suspeito se jogasse no chão".

"O passageiro parecia estar tentando pegar sua valise e os agentes federais agiram de modo apropriado (...) Ocorreram disparos", disse Doyle, que não precisou se o suspeito morreu.

As TV locais confirmaram que no momento do tiro o suspeito corria pelo túnel de desembarque em direção ao terminal.

Mary Gardner, uma passageira, disse que o homem correu pelo túnel gritando, seguido por uma mulher que dizia ser sua esposa.

"Corria como se estivesse desesperado", revelou Gardner à imprensa.

"Escutei a mulher dizer que seu marido tinha problemas nervosos e não havia tomado os remédios". "Vi a mulher, acredito que falava inglês, era loura e estava histérica".

"Ele começou a correr como um louco pelo túnel (...) Parecia desesperado, sacudia os braços no ar", lembrou Gardner.

Após o incidente, as autoridades levaram os passageiros para um local não revelado, ao que parece para ouvir seus testemunhos, enquanto agentes revistavam a bagagem com a ajuda de cães.

A polícia de Miami já tinha confirmado "disparos a bordo do avião", que foi cercado por equipes da SWAT e outros agentes no aeroporto internacional da cidade.

O vôo AA 924, procedente da cidade colombiana de Medellín, deveria seguir de Miami para Orlando, no centro da Flórida.

As autoridades aeronáuticas colombianas informaram que o avião da American Airlines decolou "sem qualquer problema" da cidade colombiana de Medellín.

"A aeronave deixou o aeroporto de Rionegro às 09H10 local (12H10 Brasília) e não houve problemas", disse Martín González, porta-voz da Aeronáutica Civil Colombiana.

Este foi o incidente mais grave envolvendo um avião comercial americano desde o reforço do sistema de vigilância aérea, após os ataques do 11 de Setembro.

O Serviço Federal de Polícia Aérea ("Federal Air Marshals") mantém agentes armados e à paisana em determinados vôos de companhias americanas, tanto domésticos como internacionais.

A missão destes agentes é "detectar, dissuadir e frustrar atos hostis contra transportes aéreos, aeroportos, tripulações e passageiros" americanos.

O grupo, criado em 1970 pelo presidente Richard Nixon para evitar o seqüestro de aviões por parte de piratas aéreos cubanos, é treinado para se mesclar entre os passageiros, mas a tripulação conhece sua identidade.

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