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 Internacional

25/01/2006 - 00h04
Morre ex-chefe da antiga guerrilha de El Salvador

SAN SALVADOR, 24 jan (AFP) - O líder da Frente Farabundo Martí para a Libertação Nacional (FMLN), e ex-candidato presidencial, Schafik Handal, de 75 anos, morreu nesta terça-feira na capital salvadorenha após sofrer uma parada cardíaca, anunciou para imprensa o coordenador da organização, Medardo González.

Handal sofreu a parada cardíaca à tarde quando ingressava no terminal do aeroporto de Comalapa, proveniente da Bolívia, para onde tinha ido junto com González para assistir à posse do presidente Evo Morales. O dirigente histórico do FMLN foi transferido de helicóptero para o setor noroeste de San Salvador e de ambulância da Polícia Nacional Civil até o hospital de La Mujer, localizado na mesma região da cidade, onde não resistiu à parada cardíaca.

"Quero informar ao povo salvadorenho e particularmente aos militantes e afiliados do nosso partido FMLN, que nosso estimado líder, companheiro, irmão, camarada Schafik morreu", declarou comovido González.

"Handal Schafik, chefe do setor legislativo do FMLN, morreu às 17h00 locais (21h00 Brasília) de um infarto agudo do miocárdio", declarou o cardiologista Ramón Colato. Colato contou ainda que depois da parada cardíaca sofrida pelo líder político aconteceram complicações habituais da patologia e que após 30 minutos, executando as manobras para reanimá-lo, foi obrigado a declarar a sua morte.

Dirigentes do partido e jornalistas correram para o hospital, enquanto rádios e redes de televisão locais interromperam a programação para divulgar a notícia.

González recordou que Handal, ao descer do avião, fez algumas ligações telefônicas e cumprimentou pessoas. "Em seguida ele se sentiu cansado e desvaneceu. Um médico que estava perto fez respiração boca-a-boca e massagem no coração até que o helicóptero chegou".

Segundo González, a família de Handal definirá nas próximas horas os atos póstumos a serem seguidos e onde ocorrerá o enterro.

Handal, que dirigiu o Partido Comunista, uma das quatro organizações que integram o FMLN, viveu uma vida de exílio e clandestinidade, sendo a figura preponderante da guerra civil de 1980-1992.

Ele foi também um dos artífices dos acordos de paz com o Governo pró-Estados Unidos de Alfredo Cristiani, após uma violenta ofensiva da guerrilha que sitiou a capital em novembro de 1989 e que colocou o Exército à beira do colapso.

O ex-chefe guerrilheiro disputou e perdeu as eleições presidenciais de março de 2004 contra o atual presidente Elías Antonio Saca.

Saca não demorou a se pronunciar sobre a perda de Handal e logo depois ao anúncio da morte enviou suas condolências à família do chefe histórico da ex-guerrilha do país e deputado.

Um comunicado, divulgado para a imprensa, destacou que Saca expressou suas condolências à família do parlamentar, assim como à direção, aos deputados e militantes do partido político do qual Handal Schafik era um dos seus dirigentes.

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