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 Internacional

27/07/2006 - 14h34
Calor já matou mais de 80 na Europa

PARIS, 27 jul (AFP) - A onda de calor que castiga há várias semanas a Europa deixou mais de 80 mortos, três quartos deles na França. E, apesar dos riscos de estragos, a chegada de tempestades era aguardada com ansiedade para esta quinta-feira em grande parte do continente.

Enquanto que na Alemanha, no norte da Itália, no leste da França e no sudeste da Europa as temperaturas continuam a subir atingindo 38 ou 39°C, a França aparece como o país mais duramente afetado em termos de vítimas, com um registro oficial nesta quinta-feira de 64 mortos.

"É possível que este balanço aumente", embora esta onda de calor extremo praticamente termine com a chegada de tempestades que provocarão a diminuição das temperaturas, advertiram as autoridades, porque "as conseqüências podem ser sentidas durante 24 ou 48 horas".

Como na canícula do verão de 2003, as vítimas na França são pessoas de idades elevadas (40 vítimas com mais de 75 anos).

Mas o número de mortes registradas desta vez não tem comparação com o verão de 2003, quando quase 15.000 pessoas morreram. O mês de julho foi o mais quente já registrado no país, assegurou a Météo France, estimando que a temperatura normal tenha sido superada em 3ºC a 4°C, o que confirma o cenário de aquecimento climático.

O calor deixou três mortos em pouco mais de 24 horas no norte da Itália, e matou sete pessoas em uma semana na Romênia, um país onde uma onda de calor anterior havia deixado 17 mortos em junho.

Nove pessoas também morreram na Espanha.

O calor deixou 6.000 parisienses sem eletricidade, danificando os cabos de energia em um bairro chique da capital francesa. Violentas tempestades ligadas a esta canícula foram desencadeadas em diversas regiões do continente, enquanto outras se anunciavam.

No oeste e no sudoeste da Alemanha refrescaram a noite de quarta para quinta-feira, com inundações e danos materiais na Renânia e em Bade-Wurtemberg, enquanto o termômetro ainda marcava até 38°C na região do Reno.

Na Espanha, fortes chuvas eram aguardadas para esta quinta-feira. Mas uma nova onda de calor foi anunciada para o final de semana.

Conseqüência da canícula e da seca, o nível de alguns rios desabou, como o Elba na Alemanha ou o Pó na Itália, que perdeu na quarta-feira sete centímetros em alguns trechos.

As autoridades italianas estimaram em 500 milhões de euros as perdas causadas à agricultura no norte. A situação é "dramática", considerou o ministro Paolo de Castro. O nível médio do volume dos rios baixou em mais de 10% em dez anos (1994-2004) na Itália.

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