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 Internacional

21/08/2006 - 16h37
Guerra no Líbano causou pesado dano ambiental ao norte de Israel

por Nadeje Puljak=(FOTO)=SAFED, Israel, 21 Ago (AFP) - Uma semana depois dos foguetes do Hezbollah pararem de cair sobre o norte de Israel, o cheiro de fumaça ainda predomina sobre grande parte das montanhas da Galiléia - uma lembrança do pesado custo ambiental da guerra.

"Vai demorar 50 anos, duas gerações inteiras, para nossas florestas voltarem a ser o que eram antes da guerra", disse Paul Ginsberg, que comanda o Departamento Florestal do Fundo Nacional Judeu (JNF), uma organização especializada em plantar árvores em Israel.

Durante os 34 dias de guerra, o Hezbollah lançou aproximadamente 4.000 foguetes Katyusha sobre Israel e a grande maioria deles caiu no norte do país, cujas montanhas e vales normalmente atraem muitos turistas no verão.

Acredita-se que os incêndios provocados pelos foguetes destruíram cerca de 750.000 árvores e 6.680 hectares de florestas e campos, segundo o fundo.

A organização estima que o custo total para reabilitar a área afetada será de 80 milhões de shekels (18 milhões de dólares).

Gidon Bromberg, diretor da Amigos da Terra do Oriente Médio, disse que o meio-ambiente no norte de Israel foi "empurrado 50 anos para trás", devido ao dano ambiental, e que há "uma necessidade urgente de um programa de reflorestamento em Israel e no Líbano".

"O norte de Israel é o olho verde do país. Tragicamente, os israelenses não vão reconhecer o norte de seu país por causa da grande extensão de incêndios que ocorreu", disse ele à AFP.

A Amigos da Terra do Oriente Médio pediu ao Programa de Meio Ambiente da ONU para mandar um time para conduzir uma avaliação independente sobre o impacto ambiental da guerra.

A organização, no entanto, ainda não obteve resposta das Nações Unidas.

Durante a guerra, a atenção pública em Israel se focou no número de mortos pelos foguetes do Hezbollah, que mataram 41 civis.

No entanto, por trás da guerra, os bombeiros lutaram num segundo front: contra os incêndios.

"Às vezes, cinco ou seis Katyushas caiam ao mesmo tempo e todos eles provocavam incêndios", disse um funcionário do Fundo Nacional Judeu.

"Por onde começar? Era preciso decidir muito rapidamente qual era o incêndio mais perigoso", acrescentou.

Num quartel do corpo de bombeiros da cidade Kiryat Shmona, próxima à fronteira com o Líbano, os bombeiros trabalharam muito além da jornada normal.

"Era um caos", disse o bombeiro Yossi Cohen. "Trabalhávamos dia e noite".


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