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 Internacional

13/10/2006 - 13h31
Palhaços sem Fronteiras levam alegria para crianças do Haiti

Por Clarens Renois=(FOTOS)= PORTO PRÍNCIPE, 13 out (AFP) - Quando o espetáculo terminou, dezenas de estudantes se lançaram sobre o palco improvisado para tocar nos atores e tirar fotos com os integrantes da organização Palhaços sem Fronteiras, que acabaram que lhes dar um raro momento de alegria.

"Foi um momento de alegria e de sonho para estas crianças haitianas que moram nos bairros mais perigosos da capital", disse a religiosa Perpétue Noël, diretora da escola João Paulo II, visitada pela parte espanhola da associação de palhaços.

Graças à colaboração espanhola, a Palhaços sem Fronteiras faz uma turnê por vinte escolas haitianas para fazer rir e sonhar crianças que vivem em um país consumido pela insegurança e pela miséria, já que mais de 76% dos habitantes vivem com menos de 2 dólares por dia.

Durante duas horas, as aulas foram suspensas e todo mundo se reuniu no pátio para assistir ao espetáculo.

Augustine Biamby, uma menina de seis anos, sentou-se na primeira fila, concentrada e impaciente.

"É a primeira vez que vou assistir a um show de palhaços", disse antes da chegada dos três atores, que arrancou risadas e aplausos das crianças.

Sob um céu radiante, os estudantes se encantavam com os números de magia e acrobacia dos palhaços.

Tudo os fazia rir: as roupas, as acrobacias no monociclo, as palhaçadas, a música. Mas o que mais chamou sua atenção foi o lenço mágico, que mudava de amarelo para vermelho.

"Você é um mágico de verdade?", perguntou Samantina, de 11 anos, a Kike Trotonix, um dos três palhaços. "Gostaria de fazer como você", continuou, impressionada.

"Precisa trabalhar muito, repetir, é como na escola", respondeu o palhaço, enquanto era literalmente assediado por crianças que se penduravam em suas calças tentando alcançar o nariz vermelho.

O embaixador da Espanha no Haiti, Paulino González, e os membros do Programa Alimentício Mundial (PAM), que dá almoço quente para 500 crianças da escola, mostravam sua satisfação.

"Era importante oferecer este momento de distensão, já que aqui temos certa tendência a esquecer das crianças", disse o diplomata. No Haiti, um dos países mais pobres do continente, "existe um déficit de riso, inclusive nos adultos", acrescentou.

"É bom para a saúde das crianças. Vejam como estão contentes", destacou a irmã Alexandra, uma religiosa espanhola.

"É bom trazer algo de diferente para as crianças do Haiti", concluiu Raphaël Chuinard, um francês que trabalha para o PAM, cuja colaboração permite alimentar diariamente 300.000 estudantes haitianos.


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