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10/12/2006 - 17h09
Cronologia da vida de Pinochet

SANTIAGO, 10 dez (AFP) - Seguem os principais episódios que marcaram a presença de Pinochet na história recente do Chile:

-- 1973 --

- Agosto, 23: O presidente socialista Salvador Allende aceita a demissão do general Carlos Prats do comando do Exército e designa para o cargo o general Augusto Pinochet.

- Setembro, 11: Golpe de Estado. Allende se suicida, depois de recusar a rendição exigida dele pela Junta Militar liderada por Pinochet, que três dias depois fecha o Congresso.

- Setembro, 30: Pinochet anuncia que a presidência da Junta será exercida sucessivamente pelos comandantes da Marinha, da Força Aérea e da polícia de Carabineiros.

- Outubro, 6: Seguem os fuzilamentos de opositores. As igrejas cristãs criam o Comitê de Cooperação para a Paz.

-- 1974 --

- Março, 16: Pinochet assiste à posse do presidente do Brasil, general da reserva Ernesto Geisel.

- Junho, 15: Pinochet cria a DINA (Direção de Inteligência Nacional), a polícia política encarregada de combater a subversão (que seria substituída em 1977 pela Central Nacional de Informações, CNI).

- Junho, 20: Pinochet se proclama chefe supremo da Nação.

- Setembro, 30: O general Carlos Prats morre assassinado junto com a mulher em Buenos Aires, onde vivia exilado desde o golpe.

- Dezembro, 16: Pinochet promulga o decreto que o converte em Presidente da República.

-- 1975 --

- Outubro, 6: O líder democrata-cristão Bernardo Leighton, exilado em Roma, é ferido a tiros junto com a esposa num atentado.

- Novembro, 15: Pinochet participa dos funerais do general Francisco Franco em Madri.

-- 1976 --

- Janeiro, 5: O cardeal Raúl Silva Henríquez cria o Vicariato da Solidariedade (em substituição do dissolvido Comitê de Cooperação para a Paz), que denuncia as violações dos direitos humanos e concede apoio jurídico aos presos políticos.

- Julho, 16: Em um local de Santiago aparece o corpo do diplomata espanhol Carmelo Soria, detido dois dias antes por uma patrulha militar.

- Setembro, 21: O ex-chanceler socialista Orlando Letelier e sua secretária morrem em Washington, quando uma bomba instalada por agentes da DINA explode sob seu automóvel.

-- 1977 --

- Abril, 4: O governo militar proíbe a importação de livros de Gabriel García Márquez, Julio Cortázar e Mario Vargas Llosa, entre outros autores considerados marxistas ou pró-marxistas.

- Setembro, 5: Pinochet viaja a Washington, para participar nos atos relacionados aos novos acordos para o Canal do Panamá.

-- 1978 --

- Janeiro, 4: Em consulta popular convocada por Pinochet, a maioria dos eleitores rejeita a "intromissão" da ONU em assuntos chilenos.

- Março, 17: Bolívia rompe relações com o Chile, ao fracassar suas tentativas de obter uma saída soberana para o Pacífico.

- Abril, 19: Pinochet dita um decreto de anistia que libera de culpas os autores de crimes políticos desde o golpe militar de 1973. Os principais beneficiados são os agentes do regime.

- Julho, 24: Pinochet destitui da Junta do Governo e do comando da Força Aérea o general Gustavo Leigh, que propunha uma volta da democracia.

- Agosto, 1o.: Estados Unidos pedem sem êxito a extradição do chefe da DINA, general Manuel Contreras, pelo assassinato de Orlando Letelier.

- Dezembro, 22: O Papa João Paulo II inicia uma mediação para evitar a guerra entre Chile e Argentina pelo canal de Beagle.

-- 1979 --

- Janeiro, 19: Peru acusa o Chile de espionagem, retira seu embaixador e declara persona non grata o embaixador chileno, Francisco Bulnes Sanfuentes.

- Dezembro, 1o.: Estados Unidos suspendem toda a ajuda militar e financeira ao regime de Pinochet.

-- 1980 --

- Março, 22: O presidente filipino Ferdinand Marcos, "por motivos de segurança", cancela um convite a Pinochet, que estava voando para Manila, e o incidente causa ruptura diplomática.

- Setembro, 11: Em plebiscito que a oposição qualifica de "fraudulento", é aprovada uma nova Constituição que prolonga por 10 anos o mandato de Pinochet.

-- 1982 --

- Fevereiro, 25: O sindicalista Tucapel Jiménez, seqüestrado por um comando da CNI, aparece degolado na periferia de Santiago.

-- 1983 --

- Janeiro, 13: Pinochet decreta a intervenção em cinco bancos e a dissolução de outros dois, para evitar a quebra do sistema financeiro.

- Maio, 11: Primeira Jornada de Protesto Nacional, encabeçada pelos mineiros do cobre, para exigir o retorno à democracia.

- Agosto, 11: O quarto protesto culmina com 27 mortos.

- Agosto, 30: O intendente de Santiago, coronel Carol Urzúa, morre junto com dois guarda-costas numa emboscada do MIR (Movimento da Esquerda Revolucionária).

-- 1984 --

- Setembro, 4: O sacerdote francês André Jarlan e nove manifestantes morrem vítimas de tiros disparados pela polícia, durante o décimo Protesto Nacional.

-- 1985 --

- Março, 28: Um comando dos Carabineiros degola na periferia de Santiago os militantes comunistas José Manuel Parada, Manuel Guerrero e Santiago Nattino.

- Agosto, 2: O general César Mendoza renuncia à chefatura dos Carabineiros e à Junta de Governo, por causa do caso "dos degolados".

-- 1986 --

- Julho, 2: O fotógrafo Rodrigo Rojas morre e a estudante Carmen Quintana fica gravemente ferida, quando os dois são queimados por uma patrulha militar, durante um novo protesto nacional.

- Setembro, 7: A Frente Patriótica Manuel Rodríguez (FPMR) realiza um atentado contra Pinochet na periferia de Santiago: morrem cinco guarda-costas do presidente. É decretado o toque de recolher.

- Setembro, 8: O "Comando 11 de Setembro" assassina o jornalista José Carrasco e outros três opositores de esquerda, em represália ao atentado contra Pinochet.

-- 1987 --

- Abril, 1o.: O Papa João Paulo chega ao Chile, onde se reúne com Pinochet. Falando para meio milhão de católicos num parque de Santiago, proclama que "o amor é mais forte".

-- 1988 --

- Outubro, 5: 53,31% dos eleitores que participam de um plebiscito dizem "Não" à proposta de Pinochet de seguir no poder até 1997.

-- 1989 --

- Dezembro, 11: Patricio Aylwin, candidato democrata-cristão da aliança com os socialistas, ganha a eleição presidencial com mais de 56% dos votos, ante o oficialista Hernán Buchi.

-- 1990 --

- Março, 11: Pinochet entrega a presidência a Aylwin e o Congresso é reaberto, com legisladores eleitos três meses antes.

- Dezembro, 19: Pinochet, que segue no comando do Exército, ordena um aquartelamento para manifestar a "preocupação" com as investigações do novo Governo sobre as violações aos direitos humanos.

-- 1991 --

- Março, 4: A Comissão Verdade e Reconciliação, criada pelo Governo, determina que a repressão do regime militar deixou mais de 3.000 mortos e desaparecidos.

- Abril, 1o.: O senador de direita Jaime Guzmán, líder da oposição e ex-assessor de Pinochet, morre metralhado por um comando da FPMR.

-- 1993 --

- Maio, 28: Pinochet e o Corpo de Generais se reúnem em uniforme de combate, em meio a uma forte mobilização militar.

-- 1994 --

- Março, 11: O democrata-cristão Eduardo Frei assume a presidência, depois de vencer as eleições.

-- 1995 --

- Maio, 30: a Corte Suprema condena a sete anos de prisão o general Manuel Contreras, ex-chefe da DINA, e a seis anos o brigadeiro Pedro Espinoza, pelo assassinato do ex-chanceler Letelier em Washington.

-- 1998 --

- Março, 10: Pinochet, que governou o Chile como ditador entre 1973 e 1990, entrega o comando do Exército, que ocupou durante 25 anos, ao general Ricardo Izurieta.

- Março, 11: Pinochet assume como senador vitalício, de acordo com a legislação elaborada durante seu regime.

- Outubro, 16: A pedido da justiça espanhola, Pinochet é detido numa clínica de Londres, onde se recuperava de uma cirurgia na coluna.

- Novembro, 6: A Espanha pede a extradição de Pinochet e o Governo do presidente Eduardo Frei, em desacordo com a solicitação, chama seu embaixador em Madri.

-- 1999 --

- Junho, 30: Estados Unidos publicam 5.800 documentos secretos sobre as violações aos direitos humanos durante a ditadura de Pinochet.

- Outubro, 8: o juiz britânico Ronald Bartle concede a extradição de Pinochet para a Espanha.

- Novembro, 25: Pinochet completa 84 anos detido em Londres, enquanto seus advogados levam o caso à Alta Corte.

-- 2000 -- - Março, 2: Straw libera Pinochet ao final de 503 dias de detenção.

- Março, 3: Pinochet é recebido no aeroporto de Santiago por altos dirigentes militares.

- Março, 6: O juiz Juan Guzmán Tapia pede a quebra da imunidade de Pinochet como senador vitalício para enfrentar mais de 80 queixas (na ocasião) que acumularam durante sua detenção em Londres, relacionadas a fatos ocorridos durante sua ditadura.

- Março, 9: Pinochet vai de Santiago para sua fazenda de Bucalemu, na costa central, 130 km a oeste da capital chilena.

- Maio, 23: A Corte de Apelações de Santiago aprova a quebra de imunidade de Pinochet, mas adia a divulgação do veredicto.

- Outubro, 28: Pinochet é hospitalizado de urgência por uma pneumonia.

-- 2001 --

- Janeiro, 18: Os médicos que examinam Pinochet dizem que ele padece de "uma demência levemente moderada".

- Julho, 9: A Corte de Apelações de Santiago suspende o processo contra Pinochet levando em consideração seus "sinais de demência".

- Dezembro, 17: A juíza argentina María Servini de Cubría pede à justiça chilena que tirem a imunidade de Pinochet, desta vez para ser julgado pelo assassinato do general Carlos Prats em Buenos Aires, em 1974.

-- 2002 -- - Julho: Pinochet renuncia ao cargo vitalício no Senado e a Suprema Corte libera o ex-ditador do julgamento por considerar que sua demência o impediria de se defender.

- Julho, 1o.: A Suprema Corte do Chile arquiva definitivamente o processo de Pinochet por assassinatos e seqüestros relacionados com a "Caravana da Morte" de 1973.

- Julho, 4: Com a nova imunidade de "ex-presidente" concedida pelo Congresso, Pinochet renuncia a seu cargo de senador vitalício. - Outubro, 7: A Corte de Apelações de Santiago rejeita a imunidade dada ao ex-ditador, como pede a justiça Argentina para privá-lo como primeiro passo para sua extradição.\

-- 2003 -- - Fevereiro, 25: Cinco ex-chefes da polícia secreta de Pinochet são submetidos a julgamento em Santiago pelo assassinato em Buenos Aires do ex-comandante-em-chefe do Exército, general Carlos Prats, 29 anos antes.

- Julho, 4: Familiares das vítimas da ditadura consideram "insuficiente" o gesto de oito ex-generais do Exército chileno, que, pela primeira vez, admitem as exumações ilegais de desaparecidos.

- Agosto, 27: A Corte de Apelações de Santiago rejeita o pedido de retirada de imunidade de Pinochet, acusado pelo Partido Comunista pelo desaparecimento de dez de seus dirigentes.

-- 2004 --

- Maio, 28: A Corte de Apelações de Santiago, em uma sentença surpreendente, retira a imunidade de Pinochet por sua responsabilidade na "Operação Condor", aplicada pelas ditaduras militares sul-americanas nos anos 70 para eliminar seus opositores.

- Julho, 20: Uma comissão do Senado norte-americano denuncia que Pinochet teria aberto contas especiais e manteve transações de 1994 a 2002 com o Banco Riggs, que ajudou a transferir entre 4 a 8 milhões de dólares de contas na Grã-Bretanha para os Estados Unidos, em um momento que a justiça havia decretado o congelamento das contas do ex-ditador por ocasião de sua detenção em Londres, em outubro de 1998, por causa de crimes contra a humanidade.

- Julho, 21: O Conselho de Estado do Chile aceita investigar a veracidade da denúncia apresentada por uma comissão do Senado norte-americano sobre as contas que Pinochet teria no Banco Riggs. - Setembro, 15: O ex-ditador chileno Augusto Pinochet é internado por 48 horas no Hospital Militar de Santiago por causa de um "quadro respiratório agudo".

- Setembro, 16: A Corte de Apelações de Santiago ratifica as ações do juiz chileno Juan Guzmán Tapia na condução do processo contra Pinochet pelos crimes da "Operação Condor", rejeitando a alegação da defesa de que o juiz carecia de imparcialidade.

- Setembro, 16: O juiz espanhol Baltasar Garzón ordena a ampliação do processo contra o ex-ditador chileno Augusto Pinochet à sua esposa, Lucia Hiriart, e a diretores do banco americano Riggs por "ocultação de bens e lavagem de oito milhões de dólares.

- Setembro, 17: O deputado de direita Maximiliano Errázuriz , ao visitar Pinochet quando estava internado no Hospital Militar, diz que o ex-general "sente que seu fim se aproxima".

---- 2005 ---- - Janeiro, 4: A Suprema Corte ratifica a prisão domiciliar de Pinochet pela "Operação Condor". Depois de nove dias, é concedida a ele liberdade provisória.

- Maio, 19: Pinochet sofre um segundo acidente vascular em sua fazenda no litoral e é levado de helicóptero até o Hospital Militar de Santiago.

- Setembro, 14: A Suprema Corte quebra a hegemonia de Pinochet para que seja julgado pela "Operação Colombo", que deixou 119 desaparecidos em meados de 1975.

- Setembro, 15: A Suprema Corte encerra sem sanções o processo pela "Operação Condor", ao considerar a "demência moderada" de Pinochet.

- Outubro, 19: A Suprema Corte quebra a imunidade de Pinochet e autoriza o julgamento por fraude tributária e outros delitos vinculados às suas contas secretas.

- Novembro, 24: Pinochet fica sob prisão domiciliar durante seis semanas nos processos pela "Operação Colombo" e mais uma centena de contas secretas que manteve em bancos dos Estados Unidos e outros países.

-- 2006-

- Janeiro, 24: O juiz Carlos Cerda mantém detidos durante 24 horas a esposa de Pinochet, Lucía Hiriart, e três de seus cinco filhos por cumplicidade em fraude tributária, falsificação de documentos e outros delitos vinculados às contas secretas.

- Janeiro, 28: Lucía Pinochet, filha mais velha do ex-ditador, retorna a Santiago e é detida durante três dias, depois de uma fracassada tentativa de obter asilo em Washington.

- Junho, 23: O general Manuel Contreras, fundador da DINA e condenado à prisão, afirma que a origem da fortuna de Pinochet, estimada em 28 milhões de dólares, foi o tráfico de cocaína.

- Julho, 17: A Suprema Corte quebra a imunidade de Pinochet para que enfrente um novo julgamento por dois assassinatos atribuídos à "Caravana da Morte", que percorreu o Chile nas primeiras semanas de sua ditadura.

- Setembro, 4: A Suprema Corte quebra a imunidade de Pinochet e autoriza um procedso por desaparecimento e tortura de prisioneiros na "Villa Grimaldi", uma prisão secreta onde esteve detida em 1975 a atual presidente do Chile, Michelle Bachelet.

- Outubro, 26: A Justiça chilena inicia uma investigação sobre um suposto depósito de mais de nove toneladas de ouro que Pinochet teria escondido num banco de Hong Kong, segundo versão originada nos Estados Unidos.

- Outubro, 30: O juiz Alejandro Solís, que investiga o caso de "Villa Grimaldi", ordena a prisão domiciliar de Pinochet, que obtém sua liberdade condicional 10 dias depois.

- Novembro, 25: Pinochet cumpre 91 anos e em mensagem ao país assume sua "responsabilidade política por tudo" o que aconteceu em seu regime.

- Novembro, 27: O juiz Víctor Montiglio ordena a prisão de Pinochet por dois assassinatos da "Caravana da Morte".

- Dezembro, 3: Pinochet é internado de urgência no Hospital Militar de Santiago, depois de sofrer um infarto cardíaco e um edema pulmonar.


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