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09/01/2007 - 13h59
Sondas Viking teriam descoberto - e destruído - organismos vivos em Marte há

30 anos WASHINGTON , 9 jan (AFP) - As duas sondas Viking da Nasa (agência espacial americana) podem ter descoberto e destruído - por desconhecimento - organismos vivos durante sua missão de exploração em Marte há 30 anos, segundo astrobiólogos.

"Acho que os resultados das missões Viking foram subestimados durante os últimos dez anos", explicou Dirk Schulze-Makuch em uma apresentação neste fim de semana na conferência da Sociedade Americana de Astronomia, que se celebra em Seattle até quarta-feira (estado de Washington, noroeste).

Este pesquisador e seu colega Joop Houtkooper, da Universidade Justus Liebig, em Giessen (Alemanha) partem da hipótese de que, em Marte, existiram microorganismos que utilizavam uma mistura de água e peróxido de hidrogênio (H2O2), um poderoso oxidante, como fluido interno.

Tal mistura apresentaria pelo menos três vantagens para esses organismos no ambiente muito frio e seco de Marte, explicaram.

Segundo sua concentração na água, o H2O2 se mantém líquido a uma temperatura inferior a 56,5 graus Celsius negativos. Além disso, o peróxido de hidrogênio tem a propriedade de atrair o vapor d'água que se encontra na atmosfera, uma característica vital no planeta vermelho, onde a água líquida é rara. Estes dois astrobiólogos assinalaram ainda que as experiências da missão Viking podem ter destruído os microorganismos marcianos.

A água vertida nas amostras de solo marciano teria sido fatal para os organismos cujo metabolismo dependeria do H2O2, ao tê-los afogado ou provocado sua combustão, uma hipótese apoiada pelos resultados químicos de uma série de testes feitos na época, destacaram os dois pesquisadores.

"As recentes descobertas na Terra de microorganismos vivendo em condições extremas assim como nossa melhor compreensão de Marte permitem uma nova interpretação sobre as informações recolhidas pelas sondas Viking", destacou Dirk Schulze-Makuch num resumo desta apresentação publicado no site da universidade de Washington (noroeste), onde leciona.

Na Terra, os micróbios no solo toleram uma forte concentração de H202 em seu ambiente e os acetobacter (bactérias do ácido acético) utilizam o peróxido de hidrogênio em seu metabolismo, ressaltaram os pesquisadores.

Os cientistas que trabalhavam nas sondas Viking da Nasa nos anos 70 não buscavam microorganismos dependentes de H2O2, já que, na época, ninguém sabia que podiam existir.

As pesquisas sobre os "extremófilos", organismos capazes de viver em condições extremas - no fundo do mar, por exemplo, perto de crateras vulcânicas -, só se desenvolveram nos anos 1990.

A futura missão americana Phoenix, de exploração de Marte, cujo lançamento está previsto para agosto de 2007, tem grandes chances de verificar essas hipóteses.

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