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 Internacional

15/01/2007 - 06h36
Ex-dirigentes do regime de Saddam são enforcados em Bagdá

AFP
Em Bagdá

O meio-irmão de Saddam Hussein, Barzan al-Tikriti, ex-chefe dos serviços secretos, e o ex-presidente do tribunal revolucionário Awad al-Bandar foram enforcados na manhã desta segunda-feira em Bagdá por crimes contra a humanidade, anunciou o governo iraquiano.

Reprodução de TV
O meio-irmão de Saddam Hussein, Barzan al-Tikriti, ex-chefe dos serviços secretos, e o ex-presidente do tribunal revolucionário Awad al-Bandar, foram enforcados
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"Barzan al-Tikriti e Awad al-Bandar foram enforcados esta manhã", anunciou em uma entrevista coletiva Ali al-Dabbagh, porta-voz do primeiro-ministro do Iraque, Nuri al-Maliki. O procurador Munqith al-Farun assistiu à execução dos dois colaboradores de Saddam Hussein, enforcado há duas semanas.

"Informamos todos os que assistiam à execução que deviam comportar-se com dignidade e respeito", acrescentou o porta-voz.

"De fato, foram enforcados", havia afirmado mais cedo à AFP uma fonte governamental que pediu anonimato.

Assim como o ex-ditador Saddam Hussein, os dois homens haviam sido condenados à morte por enforcamento no dia 5 de novembro de 2006 pelo massacre de 148 xiitas de Dujail, vilarejo ao norte de Bagdá, em represália a uma tentativa de atentado contra o comboio presidencial em 1982.

A corte de apelações do Alto Tribunal Penal iraquiano rejeitou o recurso dos advogados de defesa no dia 26 de dezembro.

Barzan al-Tikriti e Awad al-Bandar deveriam ter sido executados no mesmo dia que Saddam Hussein, 30 de dezembro, em um quartel dos serviços secretos militares de Jadimiya, bairro da zona norte da capital com maioria xiita, mas o enforcamento foi adiado no último momento.

Anunciada para 4 de janeiro, as execuções foram novamente adiadas em alguns dias por causa da pressão internacional, depois da revolta provocada pela difusão através da internet de um vídeo clandestino do enforcamento de Saddam.

As imagens mostravam que nos últimos momentos de vida, o ex-ditador foi insultado e agredido por várias testemunhas. Gritos de vingança foram ouvidos após a morte e alguns espectadores dançaram ao redor do corpo.

Uma investigação foi determinada pelo primeiro-ministro Nuri al-Maliki sobre este vídeo, gravado com um telefone celular.

Em Washington, a Casa Branca afirmou que o governo iraquiano exerceu a justiça contra os dois condenados por crimes.

"O Iraque tem um governo soberano que exerce seu sistema judicial contra estes dois culpados de crimes brutais contra a humanidade", declarou o porta-voz Scott Stanzel.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e várias organizações internacionais de defesa dos direitos humanos haviam solicitado ao governo iraquiano a suspensão das execuções.

Ex-chefe dos serviços secretos, Barzan Ibrahim al-Hassan al-Tikriti, 55 anos, era um dos três meio-irmãos de Saddam Hussein e foi seu conselheiro presidencial. Ele foi detido no dia 16 de abril de 2003 em Bagdá.

Awad Ahmed al-Bandar, 60 anos, comandou o tribunal revolucionário iraquiano que condenou à morte as 148 vítimas de Dujail.

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