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 Internacional

22/03/2007 - 17h35
Os atentados islâmicos de 7 de julho de 2005 em Londres

LONDRES, 22 Mar 2007 (AFP) - No dia 7 de julho de 2005, quatro jovens muçulmanos britânicos detonaram os explosivos que traziam junto a seus corpos em três vagões do metrô e um ônibus em Londres, deixando 56 mortos e mais de 700 feridos de onze nacionalidades.

Os atentados suicidas coincidiram com o início da reunião de cúpula do G8 em Gleneagles (Escócia), onde se encontravam o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, e o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e um dia depois da divulgação de uma ótima notícia para Londres: a escolha da capital inglesa para sediar os Jogos Olímpicos de 2012.

Três bombas explodiram quase simultaneamente em três vagões do metrô às 8h50min (horário local), e uma quarta foi detonada menos de uma hora depois em um ônibus.

As estações atacadas foram Aldgate, no bairro financiero, Edgware Road, mais a oeste, assim como um túnel entre King's Cross e Russell Square, no centro.

O teto do ônibus de dois andares da linha 30 subiu pelos ares em Tavistock Square, a algumas centenas de metros da estação de King's Cross.

Os autores transportavam seus artefatos em mochilas. Puderam ser identificados graças a documentos encontrados entre os escombros.

As câmeras de vigilância instaladas na estação de Luton, 40 quilômetros a norte de Londres, haviam filmado os quatro terroristas suicidas que haviam se reunido ali algumas horas antes dos atentados.

Saindo dessa estação, tomaram um trem em King's Cross, onde foram novamente registrados pelas câmeras.

Três deles eram britânicos de origem paquistanesa que viviam em Leeds, norte da Inglaterra, ou em seus subúrbios. O quarto era um britânico de origem jamaicana convertido ao islamismo.

Cada bomba utilizada continha cerca de 4,5 kg de um tipo de explosivo muito potente e facilmente encontrado no mercado.

O governo britânico associou logo os atentados à Al Qaeda. Um informe parlamentar de maio de 2006 estimou que dois dos terroristas suicidas estiveram "provavelmente" em contato com o movimento radical muçulmano durante viagens ao Paquistão em 2003 e depois entre novembro de 2004 e fevereiro de 2005.

Ainda assim, até agora se desconhece até que ponto esses terroristas estiveram vinculados à rede de Osama Bin Laden.

Apenas duas semanas depois, no dia 21 de julho de 2005, quatro indivíduos tentaram repetir os ataques contra o transporte público de Londres. Mas as bombas não explodiram e todos os envolvidos foram detidos pouco depois. Atualmente estão sendo julgados pela justiça britânica.


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