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 Internacional

23/07/2007 - 17h48
EUA: apesar de protestos, seria difícil viver sem produtos chineses

WASHINGTON, 23 Jul 2007 (AFP) - Apesar do aumento dos protestos contra as importações da China, para muitos americanos seria difícil viver sem os produtos que muitas vezes dominam e em alguns casos até monopolizam o mercado doméstico.

As preocupações sanitárias em relação a alguns produtos fabricados na China foram parar no Congresso na semana passada e levaram o presidente George W. Bush a formar uma comissão para controlar mais de perto as importações.

No entanto, economistas e consumidores afirmam que os produtos chineses ocuparam tal espaço que seria quase impossível fazer com que os americanos deixem de consumi-los, principalmente devido a seu baixo custo.

Sara Bongiorni, jornalista e autora do livro "Um ano sem 'Made in China'", no qual ela relata o esforço realizado por sua família em 2005 para evitar o consumo de produtos fabricados pelo gigante asiático, afirma que a experiência mostrou a que ponto as economias de ambos os países estão inter-relacionadas.

"Podemos viver sem as importações chinesas, até certo ponto", escreveu, mas completou: "Eliminar os produtos chineses para sempre parece pouco prático, já que isso poderia significar que nunca mais compraremos um celular ou algum dia, quem sabe, até uma televisão. Não queremos prescindir dessas coisas para sempre".

Bongiorni admitiu ter descoberto que tanto os brinquedos quanto as torradeiras e os aparelhos eletrônicos vêm principalmente da China, assim como muitas outras coisas do consumo cotidiano.

Ao longo da experiência de um ano, "acabei pagando quase 70 dólares por um par de tênis para meu filho, contra os 10 ou 15 dólares que custam os importados chineses", disse à AFP.

A China exportou cerca de 290 bilhões de dólares para os Estados Unidos em 2006, uma parte significativa do total de 9,2 bilhões gastos pelos consumidores americanos.

"Os produtos chineses podem não ser tudo o que compramos, mas certamente são uma parte importante" do total, argumenta Joel Naroff, economista da consultoria Naroff Economic Advisors, no prólogo do livro de Bongiorni.

"Muitos produtos têm componentes feitos na China mas são montados em outros países. A maioria dos industriais pouco se importa com a origem das partes que utilizam. Só interessa que seja barato e que se ajuste a suas necessidades", concluiu Naroff.

A China tem sido objeto de vários boicotes por parte de ativistas dos Direitos Humanos e daqueles que argumentam que os produtos importados tiram empregos da população americana na indústria. As críticas contra a China aumentaram ainda mais nos últimos meses devido a temores em relação a produtos falsificados chineses vendidos no Ocidente.

Denúncias sobre a eventual presença de produtos tóxicos em cosméticos e brinquedos, medicamentos adulterados, uso no cultivo de alimentos de pesticidas ilícitos nos Estados Unidos, levaram à proibição de alguns itens - e à atitude do governo, disposto a impor normas mais rígidas de controle.

No entanto, Peter Morici, economista da Universidade de Maryland (leste), não constata a redução das exportações chinesas como conseqüência da preocupação sanitária nos Estados Unidos.



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