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 Internacional

07/03/2008 - 17h51
Saiba quem era Iván Ríos, o economista-guerrilheiro das Farc

de Bogotá

De poucas palavras e baixa estatura, o chefe rebelde das Farc Iván Ríos, que teve a morte anunciada nesta sexta-feira pelas autoridades colombianas, caracterizou-se por sua capacidade para administrar as finanças da guerrilha.

Ríos, 40, entrou para a principal guerrilha colombiana na década de 80 depois de ter estudado Economia na Universidade de Antioquia, em Medellin (noroeste), segunda maior cidade da Colômbia.

Por seus estudos, era considerado um dos líderes guerrilheiros com maior conhecimento dos temas econômicos, tendo sido inclusive o representante dos rebeldes durante as negociações em torno desse tema durante diálogos de paz frustrados com o governo de Andrés Pastrana (1998-2002).

Foi precisamente sua firmeza nessas negociações o que o levou primeiro ao Estado-Maior Central (de cerca de 32 integrantes) e, depois, a ser um dos sete membros do secretariado (comando central) das Farc, segundo uma fonte que conhece de perto a organização dessa guerrilha.

Ríos entrou para o secretariado por recomendação do número dois das Farc, Raúl Reyes, morto no final de semana em território equatoriano em uma incursão de tropas colombianas.

No secretariado das Farc, Ríos substituiu o líder rebelde Efraín Guzmán ('Noel Mata Mata'), um dos membros históricos dessa guerrilha criada por um grupo de camponeses em 1964 nos andes do centro da Colômbia.

No momento de sua morte, Ríos comandava a frente José María Córdova, que operava no departamento de Antioquia (noroeste).

De acordo com as autoridades, Ríos comandou ataques rebeldes a municípios do departamento de Tolima (centro), durante o ano de 2002, e liderou um ataque a um batalhão militar no departamento vizinho de Huila (sul), nesse mesmo ano, que terminou com a morte de doze militares.

Por ser o membro mais jovem do secretariado, os analistas consideravam Ríos o chefe rebelde com maior projeção dentro do grupo.

Os registros judiciais da Promotoria e da Polícia indicam que 'Ríos' tinha ordem de prisão pelos crimes de rebelião, terrorismo, homicídio com fins terroristas.

A justiça dos Estados Unidos solicitava sua extradição por tráfico de cocaína.

Após a morte de Reyes, as Farc haviam anunciado a entrada no 'Secretariado' de Milton de Jesús Toncel ('Joaquín Gómez'). Com isto a cúpula rebelde passou a ser integrada por Guillermo León Sáenz ('Alfonso Cano'), Luciano Marín ('Iván Márquez'), Rodrigo Londoño ('Tomochenko') e Jorge Briceño ('Mono Jojoy').



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