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06/01/2009 - 12h28

No 11º dia de bombardeio, mortos já passam de 630

Em Gaza*
As forças de Israel ocuparam hoje uma cidade no sul da faixa de Gaza e, após 11 dias de um conflito, Israel exigiu como condição para trégua que o grupo islâmico Hamas seja impedido de se rearmar. Os hospitais palestinos já contabilizaram 635 mortes.

O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, voltou a rejeitar a proposta da União Européia (UE) por cessar-fogo. Olmert comunicou a recusa em seu escritório em Jerusalém e disse que "respeita" as Nações Unidas e suas instituições, mas rejeitou suas chamadas a uma trégua e se mostrou partidário da iniciativa promovida pelos Estados Unidos de "colocar uma manta internacional sobre o fogo em Gaza".

11 DIAS DE CONFLITO

  • Reuters

    Tanque do Exército israelense toma posição na faixa de Gaza durante incursão terrestre

  • Reuters

    Garotos palestinos olham buraco em muro de escola que abriga refugiados atingida por bomba

  • AFP

    Presidente francês Nicolas Sarkozy é recebido por ministro da Síria Walid Muallem

Dando continuidade a sua visita ao Oriente Médio, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, pediu ao presidente sírio, Bashar al Assad, que pressione o Hamas para permitir um retorno da calma em Gaza.

Enquanto os esforços internacionais não têm sucesso, um bombardeio israelense matou três palestinos em uma escola da Organização das Nações Unidas onde pessoas se abrigavam dos combates, segundo fontes médicas.

Tanques israelenses entraram nesta terça-feira em Khan Yunes, a maior cidade do sul da faixa de Gaza e considerada reduto do Hamas. Apoiados por helicópteros de combate, os tanques abriram fogo contra a região. Combatentes do grupo radical islâmico palestino Hamas e de outros movimentos atacavam os tanques israelenses.

Na segunda-feira, o "fogo amigo" de um tanque de Israel matou três soldados israelenses e feriu 24 outros, o que gerou críticas à ação militar e ao governo em Israel. O Exército disse que um outro oficial israelense também morreu e existe a chance de que ele também tenha sido morto por falha do próprio Exército.

Testemunhas palestinas disseram que as forças israelenses invadiram Khan Younis, no sul da faixa de Gaza, ampliando a ofensiva terrestre iniciada há quatro dias, após uma semana de bombardeios, sob a justificativa de impedir os militantes do Hamas de dispararem foguetes contra o território israelense.

Houve intensos combates durante a noite nos arredores da Cidade de Gaza, cujos moradores se escondem dentro das casas para evitar o conflito. Os hospitais palestinos já registraram 574 mortes. Nos últimos dias, entre dezenas de mortes contabilizadas, a maioria é de civis.

Baixas do Hamas
Os militares israelenses dizem ter matado 130 militantes desde domingo, cifra que sugere que o número total de palestinos mortos desde 27 de dezembro pode se aproximar de 700, e que ainda pode haver cadáveres nos campos de batalha.

Falta comida, água e energia para muitos dos 1,5 milhão de habitantes de Gaza. No sul de Israel, as escolas permanecem fechadas, e centenas de milhares de pessoas para abrigo quando ouvem as sirenes alertando para um novo ataque com foguetes.

Fontes médicas palestinas, relatando as vítimas antes do bombardeio na escola da ONU, disseram que 23 civis haviam morrido na terça-feira, sendo 10 atingidos por mísseis navais na costa da faixa de Gaza. Dois militantes também morreram em combate. O conflito também já matou nove israelenses, sendo três civis atingidos por foguetes.

Pelo menos cinco foguetes disparados da faixa de Gaza caíram na terça-feira em Israel, sendo um deles dentro da cidade de Gadera, a 28 quilômetros de Tel Aviv, segundo a polícia. Uma menina de três anos ficou ferida.

*Com agências internacionais

FAIXA DE GAZA

  • Arte UOL

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