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22/07/2007 - 19h14
Ifacta: só intervenção estrangeira acaba com caos aéreo

De Jamil Chade
Em Genebra (Suíça)

O governo brasileiro precisa, com urgência, aceitar uma intervenção internacional para começar a resolver a crise aérea que o país atravessa, segundo avaliação da Federação Internacional dos Controladores Aéreos (Ifacta, na sigla em inglês). A entidade insiste que o governo brasileiro "não tem a capacidade" nesse momento de dar um fim aos problemas sem a ajuda da comunidade internacional, já que está "preso" em um debate político interno e tentando equilibrar as necessidades de reforma com o próprio poder da Aeronáutica.

'NÃO SOMOS TERRORISTAS'
A hipótese levantada por membros da Aeronáutica de que o "apagão" no Cindacta-4, ocorrido na noite de sexta-feira, teria sido obra de sabotagem, deixou revoltados os controladores que atuam no controle do tráfego aéreo em Manaus.

"Esse sistema é um câncer. É obsoleto. Não temos culpa se os três geradores de energia do Cindacta-4 não funcionaram", disse um dos controladores.

De acordo com os militares, nenhum dos 12 controladores que trabalhavam em Manaus na noite de sexta-feira poderia ter acesso à rede elétrica.

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"Chegou o momento de o governo aceitar que o plano de reforma precisa ser proposto e elaborado fora do Brasil. Outros países já fizeram isso e funcionou. Essa é a única forma de garantir que o plano seja aceito politicamente todos e que, de fato, escute e leve em conta todas as partes interessadas no processo", alertou Marc Baumgartner, presidente da entidade e controlador no aeroporto de Genebra.

Para ele, o tema já se tornou uma preocupação internacional, já que empresas aéreas de todo o mundo tem sua própria reputação colocada em risco quando voam ao Brasil. "Uma empresa estrangeira não se pode dar o luxo de ter sua imagem arranhada por um acidente", afirmou.

Para Baumgartner, outra vantagem do plano ser elaborado no exterior é o de que será "politicamente neutro". "Um dos perigos hoje na crise brasileira é de que medidas estejam a mercê de interesses políticos." Baumgartner ainda rejeita a tese de que seria uma violação â soberania do País. "Muitos governos já fizeram isso no passado, inclusive o governo da Suíça depois do acidente em 2003 entre dois aviões no país", explicou.


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