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13/08/2003 - 15h10

Homem é mais parecido com rato, diz estudo sobre DNA

Por Maggie Fox

WASHINGTON (Reuters) - Uma comparação entre o DNA do ser humano e os de 12 animais mostra que estamos mais próximos dos ratos que dos gatos, disseram cientistas dos Estados Unidos na quarta-feira.

A pesquisa também reforça o argumento de que o "junk DNA" (DNA-lixo) não é nada do que dá a entender seu nome, já que permanece o mesmo em muitas espécies (o que seria um sinal de sua importância).

O estudo ainda reforça a teoria de que os trechos do DNA que chamamos de genes são apenas uma parte do mundo genética.

A equipe de cientistas do Instituto Nacional de Pesquisa do Genoma Humano e de várias outras universidades comparou com o material genético do homem com pedaços de DNA de chimpanzé, babuíno, gato, cachorro, vaca, porco, rato, camundongo, galinha, paulistinha (um tipo de peixe) e duas espécies de baiacu (outro peixe).

Nas pessoas, esse pedaço usado na comparação é a região do genoma onde está o gene CFTR, cuja inatividade provoca a fibrose cística.

"A pesquisa nos dá várias provas de que estamos mais perto dos roedores que dos carnívoros", afirmou Eric Green, diretor do instituto e coordenador do estudo.

"Na sequência dos genes podemos achar mudanças que aconteceram no genoma de homens e de roedores, mas não no dos outros animais."

Essas mudanças estão nas sequências repetitivas de DNA que, até pouco tempo, acreditava-se ser uma parte não utilizada do material genético.

Antigamente achava-se que os genes, pedaços do DNA a partir dos quais se produzem as proteínas, seriam os únicos trechos ativos do material genético. Mas descobriu-se que há outros trechos que controlam os genes e que, talvez, façam até mais que isso.

"Parece que 5 por cento do nosso DNA possui importância funcional. Ocorre que apenas um terço desse total é de genes," disse Green.

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