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22/09/2006 - 17h08

Pingüins resgatados no Rio voam para o sul em avião da FAB

Da Redação

Ricardo Moraes/Folha Imagem

Pingüins do zôo de Niterói, onde passam por recuperação
Neste sábado (23), primeiro dia da primavera, 20 pingüins resgatados nas praias do Rio de Janeiro têm um encontro marcado com oficiais da Força Aérea Brasileira (FAB). Eles embarcarão em um avião que parte de Brasília e faz escala no Rio em direção ao sul do país.

O "check in" é às 7h, na base do Correio Aéreo Nacional. Até documentos são exigidos das aves: atestado de saúde e Guia de Transporte Aéreo (GTA). Às 8h os pingüins precisam estar devidamente acomodados em suas caixas de transporte, prontos para a decolagem.

Em 2006, mais de 100 pingüins foram recolhidos pelo Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro e encaminhados para o Zoológico de Niterói. A espécie que aparece por aqui é o pingüim de magalhães. Ele vive nas Ilhas Malvinas, na Patagônia e ao longo da costa da Argentina e Chile e chega ao Brasil quando pega uma corrente marinha errada.

O Zoológico de Niterói acolhe as aves, ajuda na sua recuperação e os manda de volta para o sul. Apenas metade sobrevive. "Eles chegam com hipotermia e hipoglicemia, muito debilitados e fracos. Damos soro, antibiótico e medicação pra fungo, mas mesmo assim muitos não se recuperam" explica o veterinário do zôo Thiago Muniz.

Luciana Whitaker/Folha Imagem

Bombeiro do do Grupamento de Socorro Florestal e Meio Ambiente ajuda a embarcar os pingüins que foram para o sul em agosto

No dia 3 de agosto, o primeiro grupo de pingüins resgatados em 2006 foi para o sul de carona em um vôo da companhia aérea TAM. "Como um número muito grande destes animais chegou ao litoral fluminense neste inverno, não podíamos esperar até setembro. Despachamos 24 pingüins nesta primeira leva", conta André Sena Maia, do Zoológico de Niterói.

Os pingüins seguem para o Rio Grande do Sul, onde ficam hospedados no Centro de Reabilitação de Animais Marinhos (Cram). O objetivo original do vôo da FAB é levar pesquisadores brasileiros para a Antártida. As aves vão de carona, uma cortesia da Força Aérea Brasileira.

Às 11h de sábado, a segunda leva de pingüins deve chegar a Pelotas (RS), onde será recebida por um veterinário e um oceanógrafo. O resto da viagem é feito por terra. No Cram, as aves passam por mais um período de reabilitação, que funciona como uma espécie de quarentena. Apenas 15 ou 20 dias depois elas vão para o mar.

Na última fase da viagem, a carona é dada por um navio da marinha brasileira. Quando ele chega a uma distância de 60 milhas da costa, os pingüins são liberados no mar. O último transporte é providenciado pela natureza: as aves pegam uma corrente marinha que vai para o sul e chegam até o Estreito de Magalhães, de onde vieram.


Leia a ficha completa do Pingüim de Magalhães e acompanhe sua trajetória no Brasil:


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