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29/09/2008 - 17h13

Visitantes escolhem nome para filhote de jibóia no Instituto Butantan, em SP

THAÍS FONSECA
Da Redação

Fernando Cavalcanti/ UOL

Crianças observam filhote de jibóia no Museu Biológico do Instituto Butantan, em SP

Crianças observam filhote de jibóia no Museu Biológico do Instituto Butantan, em SP

Batizar um filhote fofo no zoológico não é novidade, mas ver crianças sugerindo nome a uma cobra não costuma ser comum. Isto é o que destaca o diretor do Museu Biológico do Instituto Butantan de São Paulo, Giuseppe Puorto, para explicar a idéia do "Batizado da Jibóinha", um projeto que convida os visitantes a sugerir um nome para a filhote, nascida com mais 17 cobras em março deste ano.

As sugestões, feitas por escrito pelos visitantes, serão depositadas numa urna. O nome mais citado será divulgado na sexta-feira, pelo site oficial do Instituto Butantan, e em evento no sábado, 4 de outubro, para comemorar o dia de São Francisco de Assis (Protetor dos Animais) e Dia Internacional dos Animais no Museu Biológico. Neste dia, também será inaugurado um terrário especial chamado de "berçário de serpentes", onde ficarão as jibóias e mais filhotes de répteis.

Imagens da jibóinha no Museu Biológico



Bichos antipáticos

"Quando nasceu esta ninhada pensei, vamos fazer algo bem doido: o batizado de uma cobra", diz Puorto. Para ele, mais que entretenimento, a "brincadeira" tem uma ação educativa. "Queremos aproximar as crianças e os visitantes de um filhote de cobra. A idéia é fazer com que, mais próximas, as pessoas olhem as cobras de maneira diferente".

Em outras palavras, esta maneira "diferente" a que o diretor se refere, poderia ser dita como "com mais simpatia". "As pessoas sempre olham de maneira atravessada para as cobras, pois elas sempre estiveram associadas ao símbolo do mal", destaca, lembrando de filmes em que elas aparecem como perigosas e do próprio mito bíblico, em que uma serpente tenta persuadir Eva a comer o "fruto proibido".

Pelo fato de a impressão negativa estar arraigada no pensamento das pessoas, Puorto diz que a equipe do Museu não espera que a aproximação aconteça da noite para o dia. "Queremos, ao menos, que elas olhem com respeito para as cobras, mesmo que à distância". Afinal, lembra ele, as cobras tem uma utilidade importante na natureza. "Além de pertencer à cadeia alimentar, é possível extrair medicamentos importantes do veneno delas, entre eles para hipertensão".

Jibóinha

Nova estrela do Museu, a jibóinha nasceu com cerca de 53 centímetros e, desde março, cresceu cerca de sete (ela está com 60 centímetros). Segundo Puorto, se viver até os 30 anos, tempo médio de vida da cobra em cativeiro, é possível que atinja quatro metros. Mas isto, explica ele, depende da disponibilidade de alimento, que deve ser equilibrada em cativeiro, para evitar a obesidade (sim, elas ficam obesas) e o crescimento excessivo (as cobras nunca páram de crescer, embora quanto mais velhas fiquem, menor é a taxa de crescimento).

Fernando Cavalcanti/UOL
A Periquitambóia é uma espécie rara exposta no Museu Biológico
Crédito
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Na medida em que cresce, a cobra troca de pele, como pode ser visto no próprio museu, com a exposição da pele da jibóia (mãe do filhotinho), ao lado do "aquário" da jibóinha, que aparece separada dos "irmãos". A pele fica presa a um lençol, na vertical, com uma fita métrica para quem quiser se comparar. Atualmente, a dona da pele, mede atualmente cerca de 2,2 metros e pesa cerca de 13 kilos.

Além da jibóia estão expostos bichos curiosos, como o venenoso Sapo Cururu, cujas glândulas só liberam veneno se apertadas, a Periquitambóia, espécie bela e rara que vive na Amazônia, e as "famosas", Jararaca e Casvavel.

Estas e mais espécies ficam expostas diariamente no Museu Biológico do Instituto Butantan, de terça a domingo, das 9h às 16h30, e recebem excursões escolares agendadas.

Para chegar mais perto, é possível participar da atividade "Mão na Cobra", em que os visitantes podem pegar cobras não-peçonhentas às quintas-feiras, das 14h30 às 15h30, em frente ao serpentário do Instituto Butantan.

BATIZADO DA JIBÓIA
Onde: Museu Biológico do Instituto Butantan - Avenida Vital Brasil 1.500, Butantã, Zona Oeste
Quando: evento para revelação do nome escolhido acontece no sábado, dia 4 de outubro, às 10h
Quanto: R$6, R$2,50 (estudantes) e entrada gratuita para crianças até sete anos e maiores de 60 anos
Informações: no site oficial

Hospedagem: UOL Host