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11/03/2009 - 09h37

PF cumpre 98 mandados de prisão contra traficantes de animais silvestres

Do UOL Notícias
São Paulo

Divulgação

Pássaros silvestres apreendidos pela Polícia Federal no Rio de Janeiro

Pássaros silvestres apreendidos pela Polícia Federal no Rio de Janeiro

Atualizada às 15h57

A Polícia Federal realiza desde o início da manhã de hoje (11) uma operação para desarticular uma quadrilha internacional de traficantes de animais silvestres para o exterior e para o comércio em feiras livres no Rio de Janeiro. Até o momento, 72 pessoas já foram detidas e estão sendo levadas para a superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro.

Dos presos, 42 são do Rio de Janeiro, sendo que um é estrangeiro (tcheco) e responsável pela ligação com os compradores europeus, de Portugal, Suíça e República Tcheca.

Segundo o delegado Alexandre Saraiva, responsável pela investigação, crimes ambientais como esse são realizados no Brasil "porque exigem pouco investimento, a lei é branda e são extremamente rentáveis. Um ovo de arara azul, por exemplo custa 3 mil euros". A Polícia da Bahia informou que 11 pessoas já foram presas na operação, enquanto a PF de Minas já prendeu 4 pessoas, sendo 2 em Belo Horizonte e 2 em Uberlândia, até as 15 horas.

De acordo com nota divulgada pela Polícia Federal, estão mobilizados 450 agentes para cumprir 98 mandados de prisão e 140 de busca e apreensão no Pará, Maranhão, em Sergipe, na Bahia, em Minas Gerais, no Espírito Santo, em São Paulo, no Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.

A operação foi batizada de Oxóssi em homenagem à divindade africana que representa o protetor dos animais e das matas. Agentes federais também buscam integrantes da quadrilha em Portugal, na Suíça e na República Tcheca.

De acordo com a nota da Polícia Federal, as investigações da Operação Oxóssi começaram em janeiro do ano passado e apontam que os envolvidos chegavam a comercializar 500 mil animais por ano. Entre as espécies mais negociadas estão diversos tipos de aves, cobras, onças-pintadas, veados-mateiros e macacos-prego. No Rio de Janeiro, os animais eram vendidos nas feiras de Honório Gurgel e Areia Branca e em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Segundo a Polícia Federal, os envolvidos no esquema são acusados de crime ambiental, receptação, contrabando e formação de quadrilha.

Mais detalhes da Operação Oxóssi serão divulgados em entrevista coletiva marcada para as 11h na Superintendência da Polícia Federal no Rio.

*Com informações das agências Brasil e Estado

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