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15/12/2003 - 13h16

Orca Keiko é enterrada às margens de um fiorde norueguês

OSLO, 15 dez (AFP) - Keiko, a orca do filme "Free Willy", foi enterrada na noite deste domingo às margens do fiorde norueguês onde viveu nos últimos anos, informou nesta segunda-feira um funcionário da prefeitura de Halsa (oeste da Noruega).

Em reconhecimento à sua condição de estrela de cinema, a baleia Keiko, que morreu sexta-feira vítima de pneumonia, foi sepultada em terra, fato excepcional para um mamífero marinho.

"A enterramos durante a noite porque queríamos evitar a presença da imprensa. As pessoas têm que se lembrar de Keiko como um animal bom e vivo que brincava na água e não como um enorme cadáver", disse à AFP Lars Olav Lilleboe, que ficou encarregado de cuidar de Keiko em Halsa.

Foram precisos dois tratores para levar o animal, de seis toneladas, à sua última morada.

A cidade de Halsa, que se transformou em local de peregrinação para muitos admiradores da famosa "Willy", depois que a orca se instalou em suas águas, agora estuda a possibilidade de erguer um monumento no local onde o animal foi enterrado, disse Lilleboe.

Keiko morreu na sexta-feira no golfo de Taknes, na costa oeste da Noruega. Ela tinha 27 anos.

Capturada em 1979 perto da costa da Islândia com cerca de dois anos, ela passou a maior parte da vida no cativeiro, em parques aquáticos. Ela foi protagonista dos três filmes da série "Free Willy", que contam a história de um menino que tenta devolver a liberdade para uma baleia.

Depois de uma grande campanha de mobilização internacional, Keiko foi levada dos Estados Unidos para a Islândia, a bordo de um avião de carga da força aérea americana. Uma vez naquele país, foi preparado para ela um programa para que aprendesse a se virar sozinha, caçando para se alimentar.

Mas, pouco depois de instalada na Islândia, Keiko percorreu 1.400 km e decidiu se instalar em um fiorde da Noruega.

Até 20 pessoas trabalharam na sua reabilitação em uma piscina marinha especialmente construída para ela.

Apesar de todos os esforços, a devolução do animal à vida selvagem foi um enorme fracasso. Keiko nunca conseguiu cortar os laços com os humanos, continuando a depender deles para se alimentar (sua ração consistia de 40 quilos diários de arenque) e foi impossível para ela voltar a conviver com outros indivíduos de sua espécie.

Hospedagem: UOL Host