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11/06/2007 - 15h14

Brasil vive eterna tensão entre crescimento e preservação, diz 'NYT'

As disputas em torno do projeto de construção de uma usina hidroelétrica no Rio Madeira expõem "a eterna tensão entre a necessidade do Brasil de crescimento econômico e os danos que isso pode provocar ao ambiente", segundo reportagem publicada nesta segunda-feira pelo diário americano The New York Times.

O jornal observa que a polêmica envolve "uma proposta para construir uma hidroelétrica de US$ 11 bilhões em um rio que pode ter a maior diversidade de peixes do mundo".

"A maneira como a disputa será resolvida, dizem defensores dos dois lados, poderia determinar nada menos do que a visão brasileira de seu futuro em um momento em que enfrenta simultaneamente pressões energéticas e ambientais e lança olhares de inveja sobre outros países em desenvolvimento com crescimento mais acelerado, como Índia e China", diz a reportagem.

O jornal relata que as objeções feitas ao projeto pelas agências ambientais do governo já geraram críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que "fez da economia sua principal prioridade no seu segundo mandato", com "grandes obras públicas, incluindo a usina do Rio Madeira, vistas como a melhor maneira de estimular o crescimento".

O New York Times relata que a construção da usina depende agora de novos estudos de impacto ambiental em andamento, mas diz que a disputa "parece ter mais relação com política e economia do que com ciência e natureza".

Outros destaques da imprensa internacional

Um projeto do Banco Mundial poderá recompensar países em desenvolvimento como o Brasil pela prevenção ao desmatamento de florestas, segundo reportagem publicada pelo diário econômico The Wall Street Journal.

Segundo a reportagem, o Banco Mundial planeja destinar US$ 250 milhões em um projeto piloto a partir do ano que vem para recompensar os países que evitarem o desmatamento.

O jornal americano comenta que o projeto piloto recebeu o apoio dos países do G8, o grupo que reúne as nações mais industrializadas do mundo mais a Rússia, ao final de sua reunião anual de cúpula que terminou na sexta-feira na Alemanha.

O texto observa que o projeto significaria uma novidade, já que "até agora, os esforços do Protocolo de Kyoto, o acordo internacional para cortar os gases que provocam o aquecimento global, estão centrados na redução das emissões pelas indústrias".

"O desmatamento representa cerca de 20% das emissões globais de dióxido de carbono, principalmente por conta de queimadas na floresta. É a maior fonte de gases do efeito estufa em alguns países em desenvolvimento, como a Indonésia", diz a reportagem.

Cúpula do G5

Reportagem do diário indiano The Hindu nesta segunda-feira relata a proposta feita pelo presidente Lula para que os cinco países emergentes convidados para as reuniões de cúpula do G8 - Brasil, Índia, África do Sul, China e México - se reúnam fora desse contexto para discutir propostas comuns de negociação com os países desenvolvidos.

Segundo o jornal, a idéia tem como objetivo fazer com que os encontros do grupo dos emergentes, ao qual já se convencionou chamar de G5, "não seja mais somente incidental sobre os encontros e a agenda dos oito países mais industrializados".

O diário relata que apesar de não haver ainda uma decisão sobre como esse novo grupo funcionará, "os cinco países já instruíram seus ministros das Relações Exteriores a se encontrarem nos bastidores da Assembléia Geral da ONU para 'coordenar suas posições' sobre assuntos de interesse comum".

A reportagem comenta que a idéia do grupo não é parar de interagir com o G8, mas sim explorar a ampla gama de temas de interesse dos países emergentes.

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