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19/10/2007 - 12h44

Exportações causam 23% das emissões de CO2 na China

Um quarto das emissões de carbono da China é resultado da fabricação de produtos que são exportados para países industrializados, aponta um estudo do maior instituto de pesquisa ambiental da Grã-Bretanha, Tyndall Centre for Climate.

De acordo com a pesquisa, que usou dados de 2004, 23% das emissões de CO2 da China são oriundas da fabricação de produtos como máquinas, eletrônicos, assessórios, vídeos e gravadores, que têm como destino final os países ocidentais.

As regras do Protocolo de Kyoto determinam que o cálculo das emissões de carbono de cada país seja feito dentro das fronteiras nacionais. No entanto, na avaliação dos coordenadores do estudo, Tao Wang e Jim Watson, esse cálculo é inadequado na hora de determinar em quanto cada país deve reduzir suas emissões porque não leva em conta os gases resultantes dos produtos importados.

"Em novembro de 2006, o Emma Maersk, um dos maiores cargueiros do mundo, atracou em um porto da Grã-Bretanha, carregando 11 mil artigos de Natal. Será que os gases emitidos com todos esses manufaturados são de responsabilidade da China e, ou, da Grã-Bretanha?", questiona Watson.

O relatório, que reúne especialistas de sete universidades britânicas, estima que as exportações chinesas emitem a mesma quantidade de dióxido de carbono de toda a economia japonesa e correspondem, também, a mais do dobro das emissões da Grã-Bretanha.

Hoje, estima-se que a China já tenha ultrapassado os Estados Unidos e se tornado o maior emissor de dióxido de carbono do mundo.

Segundo os analistas, a pesquisa fornece novas evidências que provam as teses de que, historicamente, os países industrializados não somente são os maiores emissores de gases poluentes, como também têm responsabilidade pelo crescimento acelerado das emissões dos mercados emergentes, como a China. Os Estados Unidos, principal destino das exportações chinesas, defendem que os países industrializados não devem cortar suas emissões a menos que os emergentes como a China e a Índia façam o mesmo.

"Esses resultados reforçam os argumentos de que os países industrializados devem dar o primeiro passo no corte das emissões e ajudar países como a China e a Índia a diminuírem suas emissões", concluem os analistas.

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