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24/11/2004 - 08h55

Segundo caso do mal da vaca louca é descartado nos EUA

Washington, 24 nov (EFE) - A indústria de gado dos EUA respira aliviada depois que as análises definitivas descartaram a possibilidade de um segundo caso do mal da vaca louca no país.

Os exames realizados pelos Laboratórios de Serviços Veterinários determinaram que "as amostras recebidas são negativas" de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), disse na terça-feira em comunicado John Clifford, vice-administrador do Serviço de Inspeção Sanitária de Animais e Plantas do Departamento de Agricultura dos EUA.

Os resultados das análises eram esperados com preocupação pela indústria de gado americana, que, com um movimento anual de cerca de 32 bilhões de dólares, já foi afetada pelo primeiro caso positivo no início deste ano.

Esse caso confirmado da doença, cujo equivalente entre os seres humanos é o mal de Creutzfeldt-Jakob, motivou uma virtual paralisação das exportações de carne bovina americana, com uma perda para a indústria de cerca de 3,8 bilhões de dólares. Muitos países suspenderam o embargo às carnes americanas, mas o Japão, um dos maiores mercados, ainda mantém de pé a medida.

Diante da expectativa de que os resultados fossem negativos, os preços da carne bovina no mercado de Chicago, o principal centro de transações de matérias-primas do país, subiram cerca de 3% na terça-feira. Segundo os analistas da indústria, é possível que essas cotações continuem aumentando na abertura de hoje.

Na semana passada, Andrea Morgan, vice-administradora adjunta do Serviço de Inspeções de Saúde Animal e Vegetal do Departamento de Agricultura, informou que dois exames preliminares tinham dado positivo. No entanto, esclarecera que o resultado positivo nesses primeiros testes não significava que o animal tivesse contraído a EEB.

A doença que atinge o gado bovino apareceu nos anos 80 na Grã-Bretanha, e as autoridades desse país foram obrigadas a ordenar o sacrifício de milhões de animais. Após essas medidas, consideraram que o consumo de sua carne era seguro. No entanto, depois tiveram de admitir que algumas pessoas foram contagiadas com a doença, que causou mais de 140 mortes.

Em seus esforços para detectar e erradicar a doença, o Departamento de Agricultura dos EUA realizou testes e exames em mais de 121 mil cabeças de gado desde junho.

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