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11/01/2005 - 10h20

Peixes exóticos, ratos e caracóis gigantes invadem os EUA

Por Natalia Martín Cantero São Francisco (EUA), 11 jan (EFE).- Os ratos gigantes da África são a última espécie de vários animais exóticos, como enormes caracóis, peixes asiáticos e serpentes píton, que apareceram nos Estados Unidos, muito longe de seus lugares de origem.

O "snakehead" ("cabeça de serpente"), um enorme peixe onívoro originário da Ásia que é capaz de sobreviver fora da água durante vários dias, já foi visto em locais tão distantes como Maryland, Massachusetts, Califórnia e Havaí.

O "frankenpeixe", como é conhecido por seu potencial de prejudicar o ecossistema por onde passa, é um dos exemplos mais recentes de animais que a globalização levou a milhares de quilômetros de seu habitat natural.

Enquanto isso, nos Cayos da Flórida foi encontrada uma nova espécie: ratos gigantes originários da Gâmbia que causam preocupação entre os especialistas. Eles acreditam que esses animais poderiam desequilibrar o ecossistema da região.

Os cientistas não sabem como os ratos chegaram à Flórida, mas afirmam que esses roedores podem chegar a pesar quatro quilos e representam uma grave ameaça, pois poderiam competir por comida com espécies protegidas, ser portadores de doenças ou comer os ovos dos pássaros.

Um dos problemas para a erradicação desses ratos é o tamanho deles, tão grandes que não têm muitos predadores naturais.

Os gatos, por exemplo, inimigos tradicionais dos roedores, não se aproximam dos ratos da Gâmbia, segundo os especialistas da Comissão para a Conservação da Pesca e Fauna Silvestre da Flórida.

Além dos ratos, já apareceram no país serpentes píton procedentes da Birmânia (sudeste asiático) que, depois de terem sido abandonadas por seus donos, reproduziram-se no Parque Nacional dos Everglades, segundo o jornal Orlando Sentinel.

No parque existe inclusive uma linha de telefone de emergência pela qual o visitante pode avisar que se deparou com um desses répteis. Apenas no ano passado, os funcionários do local encontraram 40 serpentes, algumas delas de mais de cinco metros de comprimento.

Diferentemente dos ratos, que não se sabe como alcançaram uma região tão longe de sua origem, as pítons da Birmânia habitaram casas com humanos e como animais de estimação antes de viver no Parque.

Recém-nascidas, as pítons podem ser compradas com relativa facilidade por 20 dólares a unidade em algumas lojas de animais.

Mas quando alcançam seu tamanho natural, poucos donos têm espaço ou vontade de continuar cuidando de um animal tão grande.

O problema é agravado porque estes répteis vivem até 25 anos e podem alcançar 90 quilos.

Muito menores e mais daninhos são os escaravelhos procedentes da Ásia que estão infestando as árvores norte-americanas de Chicago a Nova Jersey, além de Toronto, no Canadá.

Esses escaravelhos chegaram aos EUA em navio vindo da China há cerca de dez anos, em plataformas de transporte de mercadoria fabricadas com madeira infectada.

Anos depois, as autoridades americanas proibiram o uso de qualquer tipo de plataforma fabricada com madeira, a menos que tivesse sido utilizado inseticida antes. No entanto, o dano já estava feito: a única maneira de se livrar dos pequenos escaravelhos (pretos, com pintas brancas e antenas grandes) é destruir as árvores ou casas de madeira onde se alojam.

Igualmente nocivos - embora muito menos numerosos - são as caracóis gigantes procedentes da África que, segundo os relatórios do Departamento de Agricultura dos EUA, são vendidos em algumas lojas de animais do país, apesar de sua importação ser ilegal.

Segundo o site da instituição, os caracóis gigantes foram introduzidos na Flórida quando um menino de Miami levou para o jardim de sua casa três exemplares da espécie que tinha capturado em uma viagem ao Havaí, em 1966.

Sete anos depois, foram encontrados mais de 18 mil na região, e o programa de erradicação feito pelo estado custou um milhão de dólares ao longo de dez anos.

Hospedagem: UOL Host