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24/01/2005 - 11h24

ONU alerta sobre crise sem precedentes de extinção de espécies

Paris, 24 jan (EFE).- O planeta vive "uma crise sem precedentes desde a extinção dos dinossauros", alertou nesta segunda-feira o diretor-geral do Programa da ONU para o Meio Ambiente, Klaus Toepfer, que pediu que a comunidade internacional tire lições do drama do tsunami asiático.

Toepfer fez essas declarações no fórum da Conferência Internacional "Biodiversidade, ciência e governabilidade", que reúne a partir de hoje e até a próxima sexta-feira cerca de 1.200 especialistas e políticos de trinta países na sede da Unesco de Paris.

O especialista pediu que o mundo não repita os erros humanos que acentuaram a tragédia do maremoto asiático.

"É uma das lições do tsunami", ressaltou Toepfer em seu discurso da sessão inaugural da conferência, após explicar que "os mangues e os recifes de corais podem ajudar a impedir as catástrofes naturais".

"Os primeiros relatórios indicam que as áreas que mantiveram seus ecossistemas em boa saúde, como os mangues, resistiram melhor do que as que tinham suas florestas degradadas", apontou, por sua vez, o diretor-executivo do Convênio sobre a Biodiversidade Ecológica, Hamdallah Zedan.

À margem de casos pontuais, Toepfer ressaltou que "chegou a hora de conter esta perda de diversidade", pois o mundo "vive uma crise sem precedentes desde a extinção dos dinossauros".

"Nossos filhos e nossos netos nos perguntarão por que deixamos os seres vivos morrerem", acrescentou.

Zedan enumerou, por sua vez, que "45% das florestas originais desapareceram e 10% dos corais e do resto estão gravemente ameaçado".

Esta conferência foi lançada em junho de 2003 na cúpula do G8 em Evian (leste da França) pelo presidente francês, Jacques Chirac, que fará um discurso na abertura do encontro.

A "biodiversidade" -conceito que desde a década de 80 define o conjunto de espécies vivas do planeta, sua variabilidade genética e seus ecossistemas- é essencial para a manutenção do equilíbrio dos meios naturais e sua deterioração pode ter conseqüências extremamente graves, segundo os cientistas.

O predomínio do homem (Homo sapiens sapiens) na Terra se traduziu no desaparecimento acelerado de espécies, a um ritmo de 100 a 1.000 vezes superior ao natural, acrescentam os especialistas.

Calcula-se que cerca de 16.000 espécies animais estão ameaçadas de extinção: um de cada quatro mamíferos do planeta, um de cada oito pássaros e um de cada três anfíbios.

Hospedagem: UOL Host