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20/10/2005 - 14h15

Ornitólogos dizem que sacrifício de aves expande a gripe

Bruxelas, 20 out (EFE).- A organização internacional de ornitologia BirdLife advertiu hoje que o sacrifício de aves aquáticas silvestres e a drenagem de pântanos poderiam expandir indiretamente a gripe aviária devido à dispersão dos sobreviventes.

A BirdLife manifestou, em um comunicado, sua oposição às "medidas radicais" adotadas contra a gripe aviária e que podem ameaçar muitas espécies de aves e atentar contra a biodiversidade.

Segundo esta organização, não há provas evidentes de que as aves migratórias tenham contribuído para o contágio da doença de um país para outro, embora esta possibilidade não possa ser excluída.

Após se referir aos recentes surtos na Europa do vírus H5N1 -altamente patógeno- durante a migração de outono em zonas como o delta do Danúbio, com grandes concentrações de aves aquáticas, a BirdLife ressaltou que sua propagação na Ásia é atribuível aos movimentos de aves de granja infectadas e não a espécies silvestres.

A organização ornitológica se opõe "por razões práticas e conservacionistas" ao sacrifício de aves aquáticas, porque considera que aumenta a propagação da gripe aviária e causa um maior stress nos animais sobreviventes e a conseqüente maior propensão a contrair infecções.

A BirdLife acrescentou que qualquer tentativa de drenar as zonas úmidas, como cogitaram alguns Governos asiáticos, também seria "contraproducente" para o meio ambiente, pois os pássaros buscariam alternativas e voariam mais longe, com rotas em piores condições e maiores chances de contrair a infecção.

Para esta organização, as medidas mais eficazes contra a gripe aviária "em nível mundial" são os controles que reduzem o contato entre aves domésticas e silvestres e até a proibição de importações de pássaros das zonas afetadas.

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