UOL BichosUOL Bichos
UOL BUSCA
ÚLTIMAS NOTÍCIAS

22/10/2005 - 19h35

Londres pede à UE proibição de importações de aves selvagens

Londres, 22 out (EFE).- O Governo britânico pediu à Comissão Européia (CE, braço executivo da UE) a proibição das importações de aves selvagens como medida preventiva contra uma possível pandemia de gripe aviária, segundo confirmou hoje uma porta-voz do Ministério de Assuntos Rurais.

Segundo a fonte, o Reino Unido, que ostenta a Presidência rotativa da União Européia (UE), quer que a CE "revise sua posição atual e impeça a entrada ao continente de aves selvagens de todo o mundo".

O pedido acontece depois da detecção na Grã- Bretanha de um caso de gripe aviária em um papagaio procedente da América do Sul que morreu em quarentena antes de sua entrada ao país ser autorizada.

O papagaio era portador do vírus H5 da gripe aviária, embora ainda não se saiba se a variante era a altamente patógena H5N1, que causou a morte de 60 pessoas no sudeste asiático e pode mutar para ser transmitido entre humanos.

Os resultados das análises serão divulgados "em poucos dias", disse a veterinária chefe, Debbie Reynolds.

A decisão do Governo de solicitar à CE a proibição da entrada de aves selvagens foi muito bem recebida pela sociedade protetora de animais, que tinha feito um apelo para que essa medida fosse tomada para evitar que a gripe entrasse "pela porta traseira".

O Partido Liberal-Democrata, terceira força política do país, também era partidário de deter as importações.

A Comissão Européia proibiu as importações dos países com casos de gripe aviária, como Romênia, Tailândia e Turquia, mas resistia a vetar o comércio de espécies selvagens por temor a que o tráfico ilegal aumentasse.

O papagaio infectado procedia da República do Suriname, no nordeste da América do Sul (entre Guiana e à Guiana francesa), e chegou ao Reino Unido em 16 de setembro com uma remessa de outros 148 papagaios e 216 aves procedentes de Taiwan.

Por enquanto, não foram diagnosticados casos de gripe aviária em nenhum destes dois países, mas o Governo britânico disse que pensa investigar no Suriname a origem do vírus que matou o pássaro.

Hospedagem: UOL Host