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27/04/2007 - 00h09

Texaco nega responsabilidade por dano ambiental no Equador

Quito, 26 abr (EFE).- A companhia petrolífera americana Chevron-Texaco, que está sendo processada por graves danos ambientais e à saúde da população na Amazônia equatoriana, negou hoje ter qualquer responsabilidade no caso e apontou como culpada a empresa estatal Petroecuador.

Em comunicado divulgado por ocasião da visita do presidente do Equador, Rafael Correa, à região que foi explorada pela Texaco, a companhia afirma que suas operações "terminaram em 1992, e quem estiver interessado em buscar a origem da poluição deve procurar a Petroecuador".

"A Petroecuador foi proprietária e operadora dos campos petrolíferos por mais de 15 anos e seu histórico de negligência ambiental e operações de baixa qualidade é muito bem documentado", acrescenta o texto.

Segundo a nota, a Texaco, posteriormente comprada pela Chevron, "conduziu suas operações com responsabilidade e realizou um efetivo programa de restauração ambiental nos lugares que estavam sob sua responsabilidade".

Além disso, "em 1998 o Governo do Equador declarou que a Texaco tinha cumprido os termos estipulados" e liberou a empresa de "toda responsabilidade ambiental e obrigação futura".

Por isto a companhia reivindica "um julgamento imparcial" no processo aberto pela Frente de Defesa da Amazônia do Equador.

"Os advogados dos litigantes, aparentemente, vendo que a evidência não apóia seu caso, decidiram recorrer a tentativas de pressão sobre o tribunal e o Governo, num esforço para perturbar o devido processo", acusa o texto.

O presidente Correa considerou "dramático" o dano ambiental deixado pela indústria petrolífera na Amazônia. Ele disse hoje que os prejuízos causados pela Texaco são 30 vezes maiores que os do vazamento do petroleiro Exxon-Valdez no Alasca, em 1989.

A ministra de Meio Ambiente, Ana Albán, lembrou que o processo aberto por centenas de indígenas, colonos e ambientalistas organizados na Frente de Defesa da Amazônia, pede indenizações de US$ 6 bilhões, para reparar e compensar os danos ecológicos.

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