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21/05/2007 - 12h56

Argentina diz que é possível ampliar a região livre de aftosa sem vacinação

Paris, 21 mai (EFE) - O Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar da Argentina (Senasa) acredita que a Organização Internacional de Epizootias (OIE) aceitará, esta semana, estender a zona declarada livre de aftosa e sem vacinação até o rio Negro e a província de Neuquén, disse hoje o presidente do órgão, Jorge Amaya.

"Esperamos que a ampliação da região seja aprovada", disse o dirigente do Senasa, que participa da 75ª sessão geral do comitê internacional da OIE, realizada esta semana em Paris.

Amaya se referia à área atual com estatuto livre de aftosa sem vacinação, que se limita ao sul do paralelo 42.

O representante do Senasa justificou seu otimismo pela modificação do estatuto, alteração esta que "a comissão científica (da OIE) já aceitou". Agora, falta apenas a aprovação da Assembléia Geral.

Quanto às razões para pedir a extensão da área livre de aftosa sem vacinação, Amaya disse que "nestes lugares, na verdade, há muitos anos não há vacinação", e, além disso, há mais de 10 anos não são registrados casos da doença na região.

O norte da Argentina, até o rio Negro, recuperou em março o status de zona livre de aftosa com vacinação, que tinha perdido no ano passado. No entanto, uma faixa de 15 quilômetros de comprimento em toda a fronteira com Paraguai, Bolívia e Brasil continua de fora.

As regiões para as quais a Argentina pediu a qualificação mais favorável sobre a aftosa têm um grande rebanho ovino, que supera o bovino.

Amaya afirmou que o grau de impacto sobre o mercado da previsível mudança de estatuto seria pequeno, principalmente se for levado em consideração que a política atual pretende controlar as exportações (cerca de 500 mil toneladas) para poder manter a carne a um preço acessível para os consumidores no interior.

O presidente do Senasa disse que um dos elementos-surpresa que podem ser esperados da Assembléia Geral da OIE será a certificação de Argentina, Uruguai, Austrália e Nova Zelândia como os quatro únicos países do mundo com o maior nível de segurança quanto à Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), o mal da vaca louca.

Hospedagem: UOL Host