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25/05/2007 - 02h42

Japão pede que EUA e China se unam à luta contra aquecimento

Tóquio, 25 mai (EFE).- O Japão pediu hoje que Estados Unidos, China, Índia e outros grandes emissores de gases do efeito estufa se unam aos esforços internacionais contra o aquecimento global.

O pedido do Governo japonês consta de um documento oficial sobre energia, de periodicidade anual e apresentado hoje, um dia depois do anúncio da sua proposta "Esfriar a Terra 50", para reduzir pela metade a emissão de CO2 na atmosfera até 2050.

O Executivo japonês considera imperativo que os países de todo o mundo tomem medidas de economia energética e substituam as suas fontes de energia baseadas no petróleo e carvão por energia nuclear, gás natural e energias de fontes renováveis para deter a mudança climática, segundo informou a agência de notícias "Kyodo".

"A luta contra a mudança climática exige que um grande número de países, especialmente os mais poluentes, como EUA e China, cortem substancialmente suas emissões", afirma o estudo publicado pelo Ministério da Economia, Indústria e Comércio.

Segundo a agência "Kyodo", o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, conseguiu o apoio da China e dos EUA para estabelecer um novo acordo internacional em 2012, quando vence o Protocolo de Kyoto. Ele conversou em abril com seu colega chinês, Wen Jiabao, e o presidente americano, George W. Bush.

O projeto "Esfriar a Terra 50" pretende estabelecer por consenso, e não por imposição, um sistema "flexível e diversificado para que cada país seja capaz de otimizar seus esforços para reduzir as emissões", explicou Abe.

Segundo o Governo japonês, muitos países esperam que o Japão exerça uma liderança internacional contra a mudança climática, fornecendo a outras nações, especialmente asiáticas, a sua tecnologia de economia energética, a mais avançada do mundo.

O Japão está disposto a criar um mecanismo financeiro com "substanciais" fundos japoneses para ajudar os países em desenvolvimento a reduzir as emissões.

O Protocolo de Kyoto, estipulado em 1997 e em vigor até 2012, exige que os países que ratificaram o acordo reduzam suas emissões de gases numa média de 5,2%, com base nos níveis de 1990.

No entanto, o tratado internacional fracassou por não receber o apoio dos principais países poluentes. Só obteve o compromisso das nações responsáveis por 29% das emissões, incluindo União Européia (UE), Rússia e Japão.

Em 2004, o CO2 emitido por EUA, China e Índia representou 43,7% do total mundial. Nenhum dos três países aceitou o Protocolo de Kyoto.

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