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06/06/2007 - 11h43

Setor aéreo se preocupa com redução de emissão de CO2 e excesso de capacidade

Vancouver (Canadá), 6 jun (EFE).- A redução das emissões de CO2 e o excesso de capacidade da indústria aérea são os dois grandes desafios do setor, segundo as conclusões de um debate realizado na 63ª Assembléia Geral anual da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata).

A chegada este ano do avião gigante Airbus A-380 será um problema, já que começará a operar em um mercado ainda muito fragmentado, afirmou Michael E. Levine, professor da Universidade de Nova York, que advertiu que a decisão de construir o aparelho foi tomada sem pensar no setor, mas no interesse do próprio fabricante.

O presidente da companhia aérea Mexicana, Emilio Romano, concorda e diz que o excesso de capacidade afetará negativamente o mercado latino-americano, já que algumas das novas empresas não poderão sobreviver.

A assembléia de Iata, realizada em Vancouver de 3 a 5 de junho, debateu outras preocupações do setor, como a passagem eletrônica. O novo modelo deveria substituir a tradicional em papel até 31 de dezembro de 2007 mas, a pedido de várias companhias, a implantação foi prorrogada até maio de 2008.

No final deste ano, 96,5% do total de passagens aéreas devem ser emitidas pelo sistema eletrônico, porcentagem que agora é de 80%.

Mas, segundo os responsáveis pela implantação do sistema, a porcentagem só chegará a 92%, já que alguns países como a Rússia têm limitações para adaptar seus sistemas.

Apesar disso, em 2007, 218 companhias aéreas substituíram a passagem de papel pela eletrônica, contra 161 que já tinham feito em 2006.

Outro desafio das companhias aéreas é a incidência das altas taxas e encargos exigidos em alguns aeroportos, que alcançam margens de até 40%.

Para o diretor-geral e executivo-chefe da Iata, Giovanni Bisignani, ainda há muitos aeroportos que operam como "felizes monopólios" e somam US$ 2 bilhões aos custos das companhias aéreas.

Para os aeroportos é um sonho, mas para as companhias aéreas, um pesadelo, comparou Bisignani.

A assembléia também propôs tentar acabar com o mito de que o transporte aéreo é um dos mais poluentes. O setor é responsável por "só" 2% da emissão global de CO2, em contraposição aos 8% de outras atividades econômicas mundiais.

O transporte em geral é responsável pela emissão de 20% - desta fração, o setor rodoviário polui 80%, e o aéreo, 12%.

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