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13/06/2007 - 03h38

Dalai Lama defende a natureza no Crocoseum de Steve Irwin

Sydney, 13 jun (EFE).- Cerca de 5 mil pessoas receberam hoje o Dalai Lama no zôo do caçador de crocodilos australiano Steve Irwin, morto em 2006, onde o líder espiritual tibetano fez um discurso em defesa da natureza e dos animais.

"Este é um lugar maravilhoso para lembrarmos que somos parte da natureza. Cuidar dos animais é essencial para o desenvolvimento da felicidade entre os humanos", disse o líder religioso e espiritual tibetano no anfiteatro do Crocoseum, no estado de Queensland, no nordeste do país.

O Dalai Lama tibetano pediu ao público reunido mais carinho e compaixão pela natureza, o meio ambiente e os animais. Ele também recomendou que todos comam mais verduras e menos carne.

"A maioria das pessoas que causam problemas no planeta, os chamados terroristas, se verificarmos a sua vida, especialmente sua infância, mostrarão algumas carências. Por isso, para que tenhamos um futuro mais feliz, o mais importante é a compaixão humana", disse.

O Dalai Lama foi acompanhado no ato por Terri e Bindi Irwin, a mulher e a filha do explorador australiano que morreu no ano passado ao ser atacado por uma arraia.

Ao fim do discurso, a filha de Irwin se aproximou do Dalai Lama com um coala nos braços. "Ele é um pouco preguiçoso, não?", brincou o líder religioso.

A viagem do Dalai Lama começou dia 6 de fevereiro em Perth, capital do estado da Austrália Ocidental. Ele estará na Nova Zelândia entre 17 e 19 de junho.

A China protestou contra a decisão do primeiro-ministro australiano, John Howard, de receber esta semana o líder tibetano. O ministro de Relações Exteriores, Alexander Downer, respondeu hoje pedindo à China que respeite o sistema político do país.

"A China tem um sistema político diferente do da Austrália. Peço que respeitem a nossa cultura e nosso sistema político", declarou Downer à rede de televisão "Sky News".

Ele lembrou que já explicou às autoridades chinesas que a Austrália considera o Dalai Lama como uma figura religiosa, e não um ativista político.

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