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19/06/2007 - 08h49

Borloo substitui Juppé no Ministério da Ecologia francês

Paris, 19 jun (EFE).- O até então ministro da Economia francês, Jean-Louis Borloo, foi nomeado hoje titular da Ecologia e Desenvolvimento Sustentável em substituição de Alain Juppé, que renunciou devido a sua derrota eleitoral há dois dias, informou o Palácio do Eliseu.

Borloo, que ganha status de "número dois" do Governo e herda o título de "ministro de Estado" de Juppé, será substituído no Ministério da Economia por Christine Lagarde, que até então ocupava a pasta da Agricultura.

Por sua vez, Lagarde será substituída por Michel Barnier, ex-ministro de Assuntos Exteriores do Governo de Jean-Pierre Raffarin.

Esta primeira reforma ministerial do Governo do primeiro-ministro francês, François Fillon, motivada pela obrigada renúncia de Juppé, se completa com a nomeação de vários secretários de Estado, cuja designação fora adiada até sair o resultado do segundo turno das eleições legislativas de domingo.

O próprio Borloo tinha confirmado sua "promoção" ao jornal "Le Parisien", que hoje publica suas declarações, nas quais afirma que "uma oferta como esta não se rejeita".

Além disso, Borloo mantém a categoria de "ministro de Estado" que pertencia a Juppé e que concede ao cargo um nível institucional superior ao dos outros colegas de gabinete.

Borloo já foi ministro do Trabalho e Assuntos Sociais durante a Presidência de Jacques Chirac e se tornou um dos integrantes mais populares do Governo, o que fez com que Sarkozy quisesse contar com ele no Gabinete de Fillon, com a pasta de Economia.

A promoção do agora titular de Ecologia foi bem compreendida por parte dos conservadores, que responsabilizam Borloo pelo retrocesso da governante União por um Movimento Popular (UMP) nas urnas entre o primeiro e o segundo turno das Legislativas.

Esses críticos consideram que Borloo ofereceu à esquerda "de bandeja" o argumento do "IVA social", que serviu para a oposição obter melhores resultados que o esperado.

O nome de Lagarde também circulava nas apostas como certo para substituir Borloo na pasta da Economia, o que representa uma carreira meteórica para esta advogada de negócios, com grande experiência internacional, que entrou pela primeira vez no Governo francês pelas mãos de Raffarin, como titular de Comércio Exterior.

A única surpresa na nomeação de ministro é a repescagem de Barnier para um cargo ministerial de peso para a França, já que o setor agropecuário é de grande importância para o país.

Barnier, que substituiu na pasta de Exteriores o ex-primeiro-ministro Dominique de Villepin, quando este foi para o Ministério do Interior, foi responsabilizado na grande reforma governamental que veio depois do "não" francês no plebiscito sobre a Constituição européia, realizado em 29 de maio de 2005.

A lista do Governo, cujos principais cargos já foram anunciados em 18 de maio, se completa com doze secretários de Estado nomeados hoje. Entre esses nomes, há apenas quatro mulheres, e com isso o presidente francês, Nicolas Sarkozy, não cumpre sua promessa eleitoral de paridade entre homens e mulheres.

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