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06/07/2007 - 14h17

Empresários prometem à ONU melhorar responsabilidade social e ambiental

Genebra, 6 jul (EFE) - Empresários do mundo inteiro encerraram hoje a segunda cúpula trienal do Pacto Global (Global Compact) da ONU com uma declaração conjunta se comprometendo a melhorar as práticas de responsabilidade social e ambiental e pediram que os Governos tomem iniciativas mais concretas neste sentido.

Ao mesmo tempo, pediram que os dirigentes dos países apóiem um sistema aberto de comércio internacional, que se oponham ao protecionismo e implementem os instrumentos internacionais em direitos trabalhistas e contra a corrupção.

Os diretores, entre algumas das maiores multinacionais do mundo, como Petrobras, Coca-Cola, Fuji Xerox, Tata Steel, Ericsson e BBVA, chamaram o texto de "Declaração de Genebra", no qual se comprometem a promover e continuar cumprindo os dez princípios do Pacto Global.

Os princípios estabelecem que as empresas devem respeitar e promover os direitos humanos, que não serão cúmplices de violações dos direitos fundamentais, que permitirão a liberdade de associação e de negociação coletiva de seus trabalhadores e que combaterão o trabalho infantil.

Os empresários se comprometem ainda a combater toda forma de corrupção, incluindo extorsão e suborno, a eliminar a discriminação em todas as suas práticas internas, a combater qualquer efeito nocivo de sua atividade para o meio ambiente e a promover medidas e avanços tecnológicos que ajudem na preservação ambiental.

Em seu discurso de encerramento, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu aos executivos que, além de implementar estes princípios em suas empresas, fomentem a adoção destes entre todos os seus fornecedores e parceiros.

Segundo a declaração,"a globalização tem capacidade de melhorar o mundo e fornecer benefícios econômicos e sociais ao povo, às comunidades e aos mercados".

Ao mesmo tempo, o documento indica que "a pobreza, a distribuição desigual da riqueza, o protecionismo e a ausência de oportunidades para o trabalho digno representam uma séria ameaça para a paz no mundo e para os mercados".

"As empresas, como agentes fundamentais da globalização, podem ser uma grande fonte de benefício e, se comprometendo com a responsabilidade social corporativa, podem criar valor no sentido mais amplo da palavra", acrescenta o texto.

Sobre isso, Ban disse que os empresários "deixaram muito claro que a liderança empresarial e sustentável está em suas mãos.

Por isso, o secretário-geral da ONU pediu à sociedade civil e aos líderes sindicais que fiquem atentos e comprometidos para exigir responsabilidade das empresas, ao mesmo tempo em que pediu aos Governos para apoiar as iniciativas do Pacto Global como "uma iniciativa público-privada única".

"Por meio da Declaração de Genebra, aprofundamos o compromisso coletivo de implantar valores universais no mundo econômico e empresarial", disse o sul-coreano.

Durante a cúpula de dois dias, diretores de 153 empresas de todo o mundo também aprovaram uma declaração na qual se comprometem a agilizar as ações para combater a mudança climática e avançar em direção a uma economia menos dependente dos combustíveis fósseis.

No texto, os empresários afirmam que adotarão "ações práticas em favor da eficiência energética", que estabelecerão "voluntariamente" novas metas neste sentido e que divulgarão periodicamente seus progressos neste âmbito.

Além disso, os dirigentes de seis multinacionais (Nestlé, Coca-Cola, Levi Strauss, SABMiller, Suez e Läckeby Water) fizeram hoje um apelo conjunto aos seus colegas de todo o mundo para tomarem medidas urgentes com o objetivo de enfrentar o problema da escassez de água potável no planeta.

Hospedagem: UOL Host