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09/08/2007 - 14h01

Revista "Science" elogia esforços de proteção florestal no Peru

(Embargada até as 15h de Brasília) Washington, 9 ago (EFE) - A revista americana "Science" elogiou hoje os esforços de preservação florestal feitos pelo Peru e afirmou que a política adotada pelo Governo peruano foi fundamental para impedir a degradação e destruição destes recursos naturais.

A publicação semanal, que traz outros dois casos de sucesso nos esforços de proteção ambiental, afirmou que as políticas adotadas pelo país conseguiram impedir um dano florestal em grande escala.

A afirmação se baseia na análise de dados fornecidos durante sete anos pelos satélites e que cobriam 79% da Amazônia peruana.

Os cientistas disseram que o programa oficial que designava regiões específicas para poda, proteção de florestas e criação de territórios para os povos indígenas ajudou a impedir o desmatamento entre 1999 e 2005.

No entanto, aponta a publicação, a investigação também comprovou um aumento da destruição florestal nos últimos dois anos do estudo, principalmente em áreas onde existem trilhas.

"Descobrimos que apenas entre 1% e 2% desta alteração ocorre em regiões naturais protegidas", disse Paulo Oliveira, autor principal da pesquisa.

As alterações foram consideráveis em regiões próximas às operações de poda legais. O Peru tem cerca de 650 mil quilômetros quadrados de florestas tropicais.

Os pesquisadores verificaram que, entre 1999 e 2005, a média de alteração e desmatamento foi de apenas 634 quilômetros quadrados por ano.

Cerca de 86% das regiões danificadas estavam localizadas na região de Madre de Dios e no leste do país.

A revista elogiou ainda as conquistas obtidas pelo estado americano de Wyoming na proteção do furão de pata-negra, animal que estava em risco de extinção até alguns anos atrás.

"Após um começo difícil, a espécie mamífera com maior risco de extinção na América do Norte está se multiplicando e se reproduzindo em seu estado", disse a revista.

Em 1981, a população destes furões (Mustela nigripes) era de apenas sete exemplares capturados no âmbito de um programa de reprodução. Já em 2006, o número subira e agora são 223, publica a revista.

A "Science" menciona como outro caso de sucesso de preservação a política adotada pela União Européia (UE) para proteger espécimes de pássaros vulneráveis.

A política foi bem-sucedida tanto no que se refere ao aumento da população quanto ao número de regiões destinadas à proteção das aves.

Segundo a publicação, em um momento em que os países fazem acordos para conservar os recursos globais, o primeiro sucesso mensurável é um bom indício para outros convênios internacionais.

Em 1979, 15 países da UE assinaram um acordo para proteger ou melhorar o habitat de pássaros exóticos ou vulneráveis.

Um censo realizado por cientistas britânicos entre 1990 e 2000 revelou que as populações das aves incluídas na lista haviam aumentando em comparação com as que tinham sido excluídas.

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