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24/09/2007 - 18h52

CE pede redução de 50% em emissão de gases de efeito estufa até 2050

Nações Unidas, 24 set (EFE).- O presidente da Comissão Européia (CE), José Manuel Durão Barroso, pediu hoje que os países olhem "além de 2012", e que iniciem trabalhos para conseguir uma redução de 50% das emissões de gases de efeito estufa até 2050.

Em seu discurso na cúpula de líderes sobre Mudança Climática das Nações Unidas, em Nova York, Barroso fez um apelo para que seja firmado um compromisso internacional que permita demonstrar à opinião pública que os responsáveis políticos "estão dando à mudança climática a atenção que merece".

O presidente da CE assegurou que "o desafio da mudança climática pode ser enfrentado". Acrescentou, porém, que isto só poderá ser feito se houver uma ação urgente, "sobre a base de uma visão compartilhada para toda a humanidade".

"Isto significa que não há decisões fáceis e que é preciso estabelecer compromissos vinculativos para reduzir nossas emissões de gases de efeito estufa", afirmou Barroso, reiterando que a União Européia (UE) "continua firmemente comprometida com os objetivos do Protocolo de Kioto".

Segundo ele, a UE foi a vanguarda na adoção de medidas concretas para diminuir as emissões de gases de efeito estufa em 20% até 2020, com relação aos níveis de 1990. A idéia é chegar a 30% de redução até o período posterior a 2012, "se houver um acordo global justo e eficaz".

Segundo o representante europeu, esses são alguns dos primeiros passos "essenciais", levando em consideração que o objetivo é "obter 50% de redução global das emissões de gases de efeito estufa até 2050".

"Não será fácil", admitiu Barroso, afirmando que é preciso fazer mais para limitar o aumento da temperatura global a um máximo de 2°C, de acordo com o proposto em Bruxelas com vistas à Conferência sobre a Mudança Climática prevista para dezembro em Bali (Indonésia).

Nesta reunião, os líderes buscarão um substituto para o Protocolo de Kioto, cuja vigência expirará em 2012. Para Barroso, a comunidade internacional deve apresentar nessa cúpula "as ferramentas que permitam alcançar objetivos ambiciosos" quanto ao aquecimento global.

"Temos que dar a nossos negociadores em Bali um claro mandato para iniciar negociações rumo a um acordo pós-2012 que seja global e detalhado. Qualquer coisa abaixo disto não poderia ser justificada aos cidadãos", afirmou.

Ele assegurou que a UE já adotou medidas para "aumentar a eficácia energética em todos os setores da economia européia, ampliar o uso das energias renováveis e ter uma economia (...) que ao mesmo tempo seja eficiente e inovadora".

"Tudo isso necessita dos adequados incentivos, levando em conta que a Europa é uma democracia liberal aberta, na qual não podemos forçar as pessoas a mudar, porque a transformação deve se basear no mercado", acrescentou.

"Na Europa, sabemos que isso funciona", disse o presidente da CE, convencido de que as mudanças não só beneficiarão os países desenvolvidos, mas também os países em vias de desenvolvimento que hesitam frente ao ambicioso plano da UE.

Barroso afirmou ainda que os Governos dos 27 países-membros da UE investiram três bilhões de euros (US$ 4,23 bilhões) em "tecnologias limpas em países em desenvolvimento", projetos que servirão para cortar as emissões (de gases de efeito estufa) desses países em mais de dois bilhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) até 2012.

Ele concluiu seu pronunciamento pedindo ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, para dar continuidade à cúpula, e propôs uma nova reunião na primeira metade de 2009 "que ajude a elaborar um acordo global sobre mudança climática no final" do mesmo ano.

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