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16/01/2008 - 10h49

Austrália pede que não haja condições para libertação de ecologistas

AFP

Benjamin Potts é um dos ativistas retidos no baleeiro japonês

Benjamin Potts é um dos ativistas retidos no baleeiro japonês

Sydney (Austrália) - O ministro de Assuntos Exteriores australiano, Stephen Smith, pediu hoje aos capitães da embarcação japonesa "Yashin Maru 2" e do barco ecologista "Steve Irwin" que não imponham condições para a libertação dos dois ativistas retidos à força no baleeiro japonês.

O pedido foi feito depois que o grupo "Sea Shepherd", que fretou o "Steve Irwin", rejeitou as exigências do pesqueiro japonês para libertar os dois ecologistas e o plano para entregá-los, por considerá-lo "muito perigoso".

"Os capitães dos dois navios envolvidos têm a obrigação de garantir a transferência segura dos ativistas, que deverão ser transferidos para seu barco assim que possível", afirmou o chanceler australiano em comunicado.

Smith indicou que a representação diplomática australiana em Tóquio mantém contato constante com o Governo do Japão e falou com o Governo da Holanda, país onde o "Steve Irwin" está registrado.

O Governo holandês se comprometeu em pedir à tripulação do navio ecologista que cumpra com suas obrigações.

O ministro lembrou que, segundo a Organização Marítima Internacional e a Convenção para a Segurança no Mar, os capitães dos navios devem tomar todas as precauções para preservar a vida e evitar colisões.

O britânico Giles Lane, de 35 anos, e o australiano Benjamin Potts, de 28, que viajavam no "Steve Irwin", subiram a bordo do "Yashin Maru 2" na terça-feira para entregar uma carta na qual afirmavam que o baleeiro tinha entrado ilegalmente na recém-criada reserva marinha da Austrália na Antártida.

No mesmo dia, um juiz australiano declarou ilegal a caça de baleias na reserva marinha australiana na Antártida, decisão considerada ilegítima pelo Japão, na sua opinião, a Austrália não tem jurisdição sobre o território.

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