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03/07/2007 - 18h13

Pequim promete mais esforço no combate ao efeito estufa

Pequim, 03 Jul (Lusa) - O governo chinês se comprometeu nesta terça-feira a melhorar o combate às alterações climáticas, mas voltou a afirmar que a principal responsabilidade é dos países ricos e industrializados.

"Os países em desenvolvimento, como a China, vão também participar de forma positiva no combate às alterações climáticas de acordo com as suas possibilidades e o seu desenvolvimento econômico", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Qin Gang.

"A China tem vindo a fazê-lo e no futuro vamos aumentar os esforços nesse sentido", acrescentou, em coletiva de imprensa de rotina.

Estas declarações do governo chinês são uma reação aos comentários do Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, que na segunda-feira apelou à China para fazer mais no combate ao aquecimento global.

Ban Ki-moon disse em Genebra que a China, como um dos maiores emissores de gases de estufa, devia "partilhar dos esforços da comunidade internacional para lidar com as alterações climáticas".

Pequim reiterou que não aplicará medidas drásticas por estar empenhada em retirar mais chinesas da situação de pobreza através do crescimento econômico.

Qin disse ainda que os países desenvolvidos deveriam tomar a dianteira na resolução dos problemas ambientais, através do fornecimento de assistência técnica e financeira para ajudar os países em desenvolvimento na transição para as energias limpas.

"Desta forma", disse Qin, "os países desenvolvidos também se ajudariam a eles próprios na busca de céus azuis e água limpa".

O rápido crescimento industrial da China transformou o país asiático em um dos maiores emissores de gases de efeito de estufa, responsáveis pelo aquecimento do planeta.

Segundo uma investigação do governo holandês, divulgada no mês passado, a China ultrapassou em 2006 os Estados Unidos da América como maior emissor mundial de dióxido de carbono, o principal gás de efeito de estufa, causador do aquecimento global.

A China, com mais de 1,3 bilhão de habitantes, usa contas per capita par se defender, já que com essa metodologia as emissões americanas correspondem ao dobro das chinesas.

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