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13/02/2009 - 14h57

Em campanha contra raiva, Angola abate 800 animais

Luanda, 13 fev (Lusa) - Mais de 800 animais foram recolhidos das ruas de Luanda e abatidos desde o início de janeiro, numa campanha contra o surto de raiva que assola a capital angolana e que já causou, pelo menos, 60 mortes.

Segundo o vice-governador da província de Luanda e coordenador da comissão multissetorial de combate à raiva, Francisco Domingos, o processo de recolhimento vai acontecer por tempo indeterminado nos nove municípios do Estado.

Domingos, que falava à rádio Nacional de Angola, reconheceu que o trabalho está ocorrendo com algumas "insuficiências e carências", devido à falta de experiência neste tipo de serviço.

O vice-governador destacou ainda que das quatro estratégias traçadas contra a doença, o destaque vai para a informação e educação, tendo em conta que a maior parte das vítimas são crianças em idade escolar.

"Elegemos as escolas como um segmento muito importante porque a maior parte das pessoas mordidas e que estão a falecer são crianças em idade escolar", disse.

Por sua vez, Fátima Valente, membro da comissão, afirmou que o período de 12 a 18 de janeiro foi a semana de pico, com o registro do maior número de casos, cerca de 10. Segundo ela, na semana a seguir o número de casos foi diminuindo.

"Provavelmente podemos afirmar que a epidemia está na sua fase descendente, mas é um pouco difícil ter certezas", disse Valente, explicando que a maior parte dos casos que têm surgido são de mordidas com mais de um mês.

"Então é difícil dizer, ao certo, quantas pessoas foram mordidas há mais de 30 dias, que ainda não desenvolveram a doença e que provavelmente irão desenvolver", frisou.

Para Valente, dados estatísticos disponíveis indicam que 2007 foi o ano que registrou mais casos de raiva, com 118.

"Anualmente, desde 2001 vinham ocorrendo entre 20 a 30 casos. Em 2006 tivemos 81 casos", afirmou, acrescentando que esses surtos têm surgido nas províncias de Benguela, Bié, Huambo, Cuanza Sul, Luanda, Malange e Uíge.

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