UOL BichosUOL Bichos
UOL BUSCA
ÚLTIMAS NOTÍCIAS

02/10/2003 - 12h20

Carnívoros enjaulados sentem falta da variedade selvagem

Por Patricia Reaney

LONDRES (Reuters) - Os carnívoros enjaulados como leões, ursos polares, tigres e chitas têm dificuldade para se adaptar à vida em zoológicos pois sentem falta dos variados e amplos espaços por quais perambularam em locais selvagens, disseram cientistas na quarta-feira.

Especialistas em comportamento animal da Universidade de Oxford na Inglaterra pensavam que os carnívoros se alimentam mal e andam de um lado para o outro na jaula porque sentiam falta da emoção das caçadas.

Mas após analisar dados de 35 espécies de carnívoros, a zoóloga Georgia Mason e seus colegas concluíram que "Pensávamos que teria algo a ver com a caçada, mas descobrimos que o tamanho do hábitat e a distância que eles percorrem naturalmente são os fatores principais", disse Mason.

Os maiores carnívoros são os mais suscetíveis aos mais graves problemas no zoológico, ela acrescentou, e a uma maior taxa de mortalidade infantil, mas que este não é o fator primeiro. Alguns grandes animais como o urso pardo dos EUA, que tem um hábitat de 0,5 km quadrado, se adaptam bem em zoológicos.

Tigres e chitas, que normalmente caminham grandes quantidades diárias na selva, têm grandes índices de mortalidade infantil em cativeiro.

O lince eurasiano, o mink norte-americano, as raposas vermelha e do ártico, que são tipos mais caseiros, se adaptam mais aos zoológicos, segundo os pesquisadores.

A Federação de Zoológicos da Grã-Bretanha gostou dos resultados, embora tivesse apontado que este pode dar margem a erros de interpretação.

Mason acrescentou que não é só uma questão de espaço, pois em alguns casos os animais percorrem uma distância dentro da jaula maior do que andariam na selva.

"Eles podem andar milhas, até em cativeiro, o que nos faz pensar que não é apenas o espaço, mas algo mais sutil como variedade no dia-a-dia", disse.

Hospedagem: UOL Host