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26/11/2003 - 13h35

ONU pede ação para salvar gorilas e chimpanzés da extinção

PARIS (Reuters) - Pelo menos 25 milhões de dólares são necessários para salvar da extinção os grandes símios, como gorilas e chimpanzés, alertou na quarta-feira uma autoridade da Organização das Nações Unidas.

"O relógio está a um minuto da meia-noite para os macacos grandes; animais que compartilham mais de 96 por cento de seu DNA com os humanos", disse Klaus Toepfer, diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).

"Vinte e cinco milhões de dólares é o mínimo de que precisamos, o equivalente a dar pão e água para um homem que está morrendo", afirmou ele em comunicado antes da conferência internacional sobre grandes símios, que começa em Paris nesta quarta-feira.

Todas as grandes espécies de símios correm risco de extinção, ou no futuro próximo ou nos próximos 50 anos, por causa da crescente destruição de florestas, caça clandestina, comércio de animais vivos e interferência humana em seu habitat, afirmaram os organizadores da conferência.

O dinheiro é necessário para o estabelecimento de áreas de proteção e promoção de medidas de conservação, disseram. A conferência reúne delegados de países onde vivem os símios, países doadores e grupos ambientalistas.

O Pnuma e a Unesco, braço cultural da ONU, querem desenvolver uma estratégia global para os grandes símios durante o encontro e preparar uma conferência internacional para o próximo ano.

Menos de 10 por cento das florestas onde vivem esses animais na África ficarão relativamente sem interferências até 2030 se a construção de estradas e infra-estrutura continuar no ritmo atual, disse um relatório do Pnuma.

O especialista da Unesco Samy Mankoto citou pesquisas mostrando que os chimpanzés ocidentais desapareceram de Benin, Gâmbia e Togo. O Pnuma alertou que os orangotangos do Sudeste Asiático podem não ter, até 2030, habitat natural sem interferência.

O Pnuma e a Unesco lançaram um projeto coordenado de sobrevivência dos símios em 2001. Desde então, 16 dos 23 países onde estes animais vivem começaram a aplicar medidas de conservação. Os organizadores da conferência esperam expandir estas iniciativas.

(Por Kerstin Gehmlich)

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