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21/01/2004 - 15h27

Egípcios usam pombos vivos para combater hepatite C

CAIRO (Reuters) - Sem dinheiro para comprar medicamentos que custam até oito vezes seu salário anual, alguns egípcios estão recorrendo a um estranho ritual com pombos vivos na tentativa de curar-se de hepatite C, disseram médicos nesta quarta-feira.

O tratamento alternativo surgiu há cerca de um ano e tornou-se extremamente popular, segundo os médicos. O ritual não faz parte das tradições egípcias e suas origens são um mistério.

"O tratamento envolve a retirada de penas das costas do pombo, enquanto segura-se a ave sobre o umbigo do paciente até que ela morra", disse Mona Abu-Zekry, especialista em doenças infecciosas.

Os praticantes dizem que ave morre porque absorveu em seu corpo o vírus da hepatite. Segundo a médica Abu-Zekry, eles sufocam o pombo em segredo, enquanto o seguram diante de seus pacientes.

"É uma farsa. As pessoas que fazem isso estão tentando tirar o dinheiro de pessoas que não têm conhecimento", afirmou.

O Egito tem um dos mais elevados índices de infecção de hepatite C. O vírus, que é transmitido por meio de contato com sangue contaminado e pode causar falência do fígado e câncer, afeta 14 por cento da população.

Soheir Sheir, ex-chefe da Escola de Medicina da Universidade Ain Shams, no Cairo, disse que o custo de 24 semanas de tratamento de hepatite C chega a 45 libras egípcias, aproximadamente 7.323 dólares.

De acordo com dados da ONU, a média salarial da população do país é de 5.538 libras egípcias em 2001.

(Por Amil Khan)

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