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21/07/2004 - 09h33

Ambientalistas pedem métodos mais humanos na caça às baleias

Por Robin Pomeroy

SORRENTO, Itália (Reuters) - Se as baleias precisam ser caçadas, os seres humanos precisam se esforçar para diminuir o sofrimento dos maiores animais do mundo enquanto são mortos, afirmaram na quarta-feira membros da Comissão Internacional de Pesca à Baleia (IWC).

Enquanto se arrastavam pelo terceiro dia as negociações sobre o futuro das baleias, na cidade italiana de Sorrento, a questão da crueldade envolvida na morte desses animais chamou atenção para as diferenças dentro da IWC entre os países contrários a essa prática e os que tentam acabar com a proibição de caçar baleias comercialmente, imposta 18 anos atrás.

"Já é ruim o suficiente que alguns países representados nesta sala continuem a sacrificar as baleias do mundo. Eles deveriam ao menos tentar transformar esse processo em algo mais humano", afirmou o ministro da Conservação da Nova Zelândia, Chris Carter, ao propor uma moção exigindo a criação de métodos menos cruéis de abate.

A Nova Zelândia e seus aliados antibaleeiros querem que a IWC fixe diretrizes sobre o abate das baleias a fim de diminuir o tempo que elas levam para morrer.

Entre essas diretrizes estariam o calibre das armas usadas e as condições meteorológicas sob as quais acontece a caçada.

Os países baleeiros como Japão, Noruega e Islândia, que matam cerca de 1.400 baleias por ano, servindo-se de várias cláusulas de exceção, disseram que as propostas da Nova Zelândia eram irrelevantes e injustas.

Os países pró-pesca acusam seus adversários de explorar os aspectos emocionais da prática.

O atual encontro da IWC pode se revelar um momento de virada para o órgão intergovernamental criado em 1946, quando muitas das espécies de baleia viam-se ameaçadas de extinção devido à pesca predatória.

Os países baleeiros, com o apoio de vários membros do bloco de países em desenvolvimento, pressionam pela aprovação de um sistema de cotas, acabando com a proibição da caça comercial do animal. O Japão ameaça abandonar a IWC se esse sistema não for aprovado até o próximo ano.

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