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08/09/2004 - 15h50

Dinossauros podem ter sido pais amorosos, diz estudo

Por Patricia Reaney

LONDRES (Reuters) - Nem todos os dinossauros eram criaturas aterrorizantes como as descritas nos filmes, mas podem ter tido uma natureza mais amorosa e atenciosa.

Cientistas descobriram o que pode ser uma das primeiras provas de afeto familiar entre dinossauros. O fóssil, localizado na China, mostra um psitacossauro adulto entre 34 animais jovens.

Os espécimes foram fossilizados numa posição "viva", provavelmente enterrados vivos, afirmaram os pesquisadores na revista Nature de quarta-feira.

"Este é um exemplo direto de cuidado familiar entre os dinossauros", disse David Varrichio, da Universidade Estadual de Montana, em Bozeman.

O psitacossauro, ou "réptil papagaio", era um dinossauro vegetariano que viveu há cerca de 110 milhões de anos. Pesava entre 25 e 80 quilos e tinha cerca de 1,20 metro de altura.

Há evidências de afeto familiar entre pássaros e crocodilos, os dois parentes mais próximos ainda vivos dos dinossauros, mas existem poucas provas de que os dinossauros cuidassem com carinho de sua prole.

"O fato de encontrar evidências de cuidado familiar num dinossauro argumenta a favor da tese de que talvez ele fosse universal nesses três grupos", disse Varricchio à Reuters.

O fóssil foi encontrado em 2003 em Liaoning. Não era possível saber se todos os 34 animais jovens eram filhotes do adulto. Nenhum dos espécimes estava na posição clássica de dinossauros mortos, com o pescoço para trás, disse Varricchio. Ele afirmou, junto com cientistas da China e de Taiwan, que os animais podem ter sido soterrados por cinza vulcânica ou pegos de surpresa por um desabamento.

"A associação próxima dos esqueletos do adulto e dos jovens é coerente com um relacionamento biológico e com um cuidado materno da ninhada", disseram os pesquisadores na Nature.

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