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08/06/2005 - 11h19

Aves mortas no MS tinham vírus de Newcastle, diz ministério

SÃO PAULO (Reuters) - O vírus que levou as autoridades sanitárias a sacrificarem 17 mil frangos em uma granja do Mato Grosso do Sul foi identificado como sendo o de Newcastle, informou nesta quarta-feira a Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), do Ministério da Agricultura.

A SDA salienta, no entanto, que se trata de vírus de Newcastle não-patogênico.

"Ou seja, ele por conta própria não poderia produzir a mortalidade observada se não houvesse a concorrência de outros fatores", informou um comunicado do ministério.

Segundo a SDA, outros possíveis agentes de doenças são alvo de investigação neste momento.

O resultado da análise realizada pelo Laboratório Nacional Agropecuário (Lanagro), de Campinas, indica que o teste de Índice de Patogenicidade Intracerebral (IPIC) foi de 0,41.

A SDA explicou ainda que a Comunicação de Emergência Sanitária à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) só se faz necessária quando o IPIC é superior a 0,7, o que não é o caso.

O sacrifício de 17 mil frangos pelas autoridades sul-matrogrossenses ocorreu em uma granja do município de Jaraguari, no fim do mês de maio.

A proprietária da unidade de produção avisou as autoridades após o registro de mortes de cerca de 100 aves.

Assim que informados, fiscais montaram barreiras em estradas que levam à granja, distante cerca de 40 quilômetros de Campo Grande, capital do Estado, e dedetizaram veículos.

De acordo com o ministério, como já havia sido antecipado pelo Lanagro, a gripe aviária foi descartada como causa das mortes.

"As amostras das aves de Mato Grosso do Sul encaminhadas e analisadas apresentaram resultado negativo ao teste de Imunodifusão em Gel de Ágar (IDGA) para influenza aviária".

O Mato Grosso do Sul é o sétimo maior produtor de frangos do Brasil.

O país lidera atualmente o ranking dos maiores exportadores mundiais de frango, com embarques de cerca de 2,5 milhões de toneladas e receita de 2,6 bilhões de dólares.

Em comunicado na semana passada, a Abef (Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frango) afirmou que a doença que causou as mortes em Jaraguari não era motivo de preocupação.

Acrescentou ainda que nenhum país importador suspendeu as compras de frangos do Brasil, e que os sacrifícios das aves foram uma medida preventiva, comum na avicultura.

De acordo com a SDA, as ações de vigilância, iniciadas na região atingida pela doença, seguem sendo desenvolvidas, contemplando a restrição de trânsito de animais, veículos e pessoas, desinfecção de veículos e investigação em propriedades vizinhas.

Até o momento, a vigilância que está sendo realizada na região não detectou novas propriedades afetadas.

(Por Roberto Samora)

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