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04/04/2006 - 15h04

Desenvolvimento no Mediterrâneo traz risco ambiental, diz ONU

GENEBRA (Reuters) - A região mediterrânea sofrerá cada vez mais problemas ambientais e disparidades econômicas nos próximos 20 anos, a menos que o desenvolvimento seja controlado, advertiu a Organização das Nações Unidas (ONU) na terça-feira.

A desertificação ameaça o sul e o leste, enquanto metade dos 46 mil km que formam sua faixa costeira está sendo preparada para construção até 2025, segundo um relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).

A região, que liga mais de 20 países, abriga 7 por cento da flora marinha e das espécies animais conhecidas no mundo.

"Decisões difíceis terão que ser tomadas se o Mediterrâneo quiser preservar sua beleza natural e a qualidade de vida que tornou a região um dos locais mais atraentes do mundo", disse Mohamed Ennabli, ex-ministro do Meio Ambiente da Tunísia, que é vice-presidente do chamado "Blue Plan" do Pnuma.

Ele disse durante uma entrevista coletiva em Genebra que "o objetivo do relatório é destacar o fato de que, se não corrigirmos as tendências atuais, estaremos rumando direto para uma parede".

Existe uma necessidade de reduzir a disparidade econômica entre os dois lados do Mediterrâneo, que atualmente abrigam mais de 427 milhões de pessoas, a fim de se manter a estabilidade local, acrescentou Ennabli.

O relatório prevê que a população que vive ao longo do Mediterrâneo aumentaria em 96 milhões de pessoas até 2025, com três em cada quatro vivendo em áreas urbanas.

"A procura por água vai aumentar em cerca de 25 por cento nos próximo 20 anos. Se conseguirmos administrar melhor os recursos hídricos, que atualmente estão sendo desperdiçados, poderíamos recuperar entre 20 e 25 por cento", disse o co-autor do relatório, Guillaume Benoit, a jornalistas.

A região sofre de um déficit de água e a irrigação para fazendas já toma até 80 por cento dos recursos disponíveis em algumas áreas, segundo o relatório, compilado por 300 especialistas.

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